“A postura fica mais forte com a ABPA”, analisa Ricardo Santin

“A postura fica mais forte com a ABPA”, analisa Ricardo Santin

Vice-presidente de aves na ABPA, Santin vê com otimismo a união das três proteínas para alavancar aves, ovos e suínos no Brasil e no mundo.

Ovonews

junho 30, 2014

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Ricardo Santin: otimismo com a união das três proteínas na ABPA

As parcerias estão em alta no setor de produção animal. Na área avícola, ela tem ganhado a preferência dos produtores de ovos e frangos, que estão se unindo aos suinocultores para ganhar força no mercado. Dois modelos bem atuais exemplificam essa tendência: a união dos produtores de ovos e aves no Paraná, divulgada em maio, e a parceria firmada pela cadeia das proteínas em torno da ABPA, oficializada em março.

A Associação Brasileira de Proteína Animal está a campo, oficialmente, substituindo a antiga Ubabef e representando a cadeia de produção de ovos, de aves e de suínos. Essa união ampliará o espectro de atuação da entidade, maximizando a força e a expressão da proteína brasileira no país e no mundo. Representando aves e ovos na nova entidade, como vice-presidente do setor avícola, o executivo Ricardo Santin está animado com o novo desafio e inclui nas metas de trabalho de sua equipe uma projeção otimista para o setor de postura nesse novo cenário. “São três proteínas juntas agora. A postura ficará, portanto, mais fortalecida”.

Santin fala com segurança pois vem de um bom tempo dedicado ao mercado avícola como diretor na Ubabef, a União Brasileira de Avicultura. Traz na bagagem sua experiência com os mercados interno e externo, o que será fundamental para levar o ovo brasileiro para o resto do mundo. Com o apoio da Apex-Brasil - a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos -, a equipe da ABPA lançará, em breve, a marca Brazilian Egg que divulgará o ovo brasileiro no mercado mundial. “E, como é uma marca internacional, vamos lançá-la num evento internacional”, explica Santin. “No mercado externo, vejo muita possibilidade de crescimento para o ovo brasileiro. Temos hoje menos de 1% das exportações nesse setor, então, há muito para crescer.”

Em relação ao mercado interno, Ricardo Santin reafirma a disposição em trabalhar mantendo tudo o que estava sendo construído com o Instituto Ovos Brasil. “Continuo como presidente do Conselho do IOB. Além, disso, a Câmara de Ovos se mantém contemplada na nova entidade”.

O mercado interno também exige bastante trabalho, Santin reconhece. Vê no chamado “marketing do ovo” a maneira mais inteligente de promover essa proteína animal que vem ganhando a mesa das famílias brasileiras de maneira menos traumática. O mito do colesterol, entre outros, vai sendo vencido à medida em que o consumidor, mais consciente, vai entendendo a importância do alimento para a saúde das crianças e dos esportistas, por exemplo. Nesse sentido, continua valendo a ideia de promover o ovo junto a esses nichos de mercado, conforme o IOB noticiou no início da parceria com a antiga Ubabef. “Mas o setor de ovos precisa entender que não há trabalho de marketing sem investimento”, salienta Santin.

Aumentar o consumo, portanto, é um passo fundamental para o crescimento do mercado interno. O ovo hoje tem capacidade e espaço para crescer, acredita Santin. Portanto é preciso estar preparado para aumentar esse consumo, hoje, em torno de 168 ovos per capita, índice muito abaixo da média mundial, que é de 220 ovos per capita/ano. “Nós podemos chegar a mais de 200 ovos per capita”, arrisca o executivo, contando que a meta do IOB já para este ano é alcançar 186 ovos per capita. Em três anos, queremos passar a média mundial”, vislumbra.

É preciso crescer, declara Santin, convidando o produtor de ovos a acreditar no seu próprio negócio, investindo no mercado que tem tudo para receber o produto de qualidade que os brasileiros têm condições de consumir. “Estamos trabalhando com um núcleo de inteligência competitiva na entidade e uma das tarefas do núcleo é desenvolver o mercado de ovos. Vamos trabalhar o preço médio do ovo e incentivar a cultura do nosso exportador, o que significa criar padrão para o produto e planejamento para exportar com regularidade.”

(A Hora do Ovo - Texto e foto: Teresa Godoy).

(Texto publicado originalmente na revista A Hora do Ovo impressa, edição 67 – maio de 2014)

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