Sanidade, biosseguridade e prevenção são pilares para a produção sustentável de ovos
“A biosseguridade atua como uma blindagem estratégica”, destacou Marília Rangel, da MSD Saúde Animal, em palestra na Conbrasul Ovos 2025.
A sanidade, a biosseguridade e a prevenção são fundamentos essenciais para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade da produção de ovos. Com esse conceito, Marília Rangel, diretora das unidades de negócios de Avicultura e Aquicultura da MSD Saúde Animal, chamou a atenção para esses pilares da produção sustentável de ovos.
Marilia Rangel falou para os participantes da Conbrasul Ovos 2025, em julho, na cidade de Gramado (RS). O evento foi promovido pela Asgav, a Associação Gaúcha de Avicultura.
Em sua palestra Sanidade, biosseguridade e prevenção: alicerces da produção de ovos, Marilia reforçou que doenças em granjas afetam não apenas a produtividade, mas também a confiança do consumidor e a saúde pública. “A biosseguridade atua como uma blindagem estratégica”, afirmou, ao lembrar que os impactos sanitários vão além das perdas econômicas, afetando toda a cadeia de abastecimento.
Segundo a executiva, a avicultura desempenha papel central na produção global de proteínas e exemplificou, demonstrando que em países em desenvolvimento, por exemplo, cerca de 80% das propriedades rurais mantêm aves. Indicou, também que a carne de frango representa 40% de toda a carne produzida no mundo. O crescimento do setor é expressivo: nos últimos 50 anos, a produção de carne de aves cresceu 1300%, e a de ovos, 520%.
Marilia também destacou algumas megatendências que moldam o futuro da cadeia produtiva: a crescente demanda por proteína animal, o uso de tecnologias para ampliar a rastreabilidade e a sustentabilidade, e as mudanças no comportamento dos consumidores, que influenciam diretamente as exigências de mercado.
Sobre o papel do ovo, ela enfatizou que se trata de um alimento nutritivo, acessível e insubstituível no combate à desnutrição. “A sanidade e a biosseguridade são compromissos diretos com a saúde pública e com o direito das pessoas à alimentação segura”, completou.
A confiança, segundo a especialista, é um elemento central para a manutenção do consumo e da imagem do setor. “A sanidade é um seguro indispensável contra doenças preveníveis, e a segurança alimentar é o que mantém a confiança do consumidor”, afirmou. Ela relembrou o episódio do caso Fipronil, ocorrido em 2017 na Europa, como um exemplo claro de como falhas na segurança alimentar podem comprometer todo um setor, gerando crises de imagem e impacto econômico.
(A Hora do Ovo, em cobertura na Conbrasul Ovos 2025. Foto: divulgação Conbrasul)
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