MSD apresentou estratégias modernas de imunização contra a laringotraqueíte no Congresso da APA 2026

MSD apresentou estratégias modernas de imunização contra a laringotraqueíte no Congresso da APA 2026

Em palestra no Espaço Empresarial, no dia 11 de março, Alexandre Murakami defendeu programas vacinais completos e monitoramento sanitário contínuo.

Ovonews

março 15, 2026

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Durante o Congresso da APA 2026, realizado entre 9 e 12 de março em Limeira (SP), a MSD Saúde Animal apresentou uma análise aprofundada e atualizada sobre a laringotraqueíte infecciosa (LTI), uma das enfermidades respiratórias mais desafiadoras para a avicultura comercial. A palestra, que integrou o Espaço Empresarial do congresso, no dia 11 de março, foi conduzida por Alexandre Murakami, coordenador de território da empresa nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (foto no destaque).

Murakami destacou a importância de compreender a biologia do agente etiológico para definir estratégias eficazes de controle. Segundo ele, o vírus da LTI é um vírus de DNA envelopado, sensível a fatores ambientais, mas com grande capacidade de persistência no organismo das aves. Em sua fala, ressaltou que o patógeno apresenta “diversas glicoproteínas de superfície que permitem a interação com a maquinaria celular da ave, possibilitando a infecção e replicação viral”.

A laringotraqueíte pode se manifestar de maneira severa ou discreta, o que dificulta o controle sanitário. Na forma clássica, Murakami explicou que é comum observar “dispneia intensa nas aves, principalmente pela formação de tampões caseosos ou sanguinolentos na região da traqueia”, além de eliminação de coágulos e alta mortalidade.

Já a forma branda, embora menos impactante à primeira vista, representa grande risco epidemiológico. Os sinais incluem corrimento nasal, queda de consumo e redução na produção de ovos. “Essa forma é particularmente perigosa porque muitas vezes demora para ser diagnosticada”, alertou o especialista.

MAIS DE 20 ANOS DE CIRCULAÇÃO NO BRASIL

O diagnóstico da LTI envolve avaliação clínica, necropsia, histopatologia e testes moleculares, estes últimos considerados o padrão-ouro pela precisão. Murakami lembrou que a sorologia deve ser usada com cautela, pois a soroconversão pode demorar.

O palestrante também apresentou um panorama histórico da doença no país. O Brasil convive com a LTI há mais de duas décadas, com surtos importantes desde o início dos anos 2000. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná registraram os principais focos, especialmente em granjas de postura comercial. Em 2024, casos também foram identificados em aves pesadas, ampliando o alerta sanitário.

“Já são mais de 22 anos de circulação do vírus no território brasileiro”, destacou Murakami, reforçando que a doença deve ser tratada como um desafio regional e não apenas de granjas isoladas.

A LTI provoca prejuízos significativos, que vão desde aumento da mortalidade e queda na produção até perda de uniformidade dos lotes. Murakami também chamou atenção para os impactos indiretos, como a redução da previsibilidade produtiva e danos à imagem sanitária das regiões afetadas.

VACINAS RECOMBINANTES: SEGURANÇA E PROTEÇÃO AMPLIADA

Um dos pontos centrais da apresentação do profissional da MSD foi a discussão sobre as tecnologias vacinais disponíveis. As vacinas vivas atenuadas, embora eficazes, apresentam risco de reversão de virulência e disseminação entre aves, motivo pelo qual seu uso é rigidamente controlado.

As vacinas recombinantes, por outro lado, foram destacadas como alternativas mais seguras e modernas. Murakami explicou que vetores como o HVT (vírus da doença de Marek) permitem a inserção de antígenos de diferentes patógenos, garantindo proteção simultânea e reduzindo riscos sanitários. “A imunidade celular, mediada principalmente por linfócitos T CD8, é fundamental no controle da laringotraqueíte”, afirmou.

Entre as soluções oferecidas pela MSD Saúde Animal, foram apresentadas na palestra as vacinas Innovax ND-ILT (proteção contra Doença de Marek, Doença de Newcastle e laringotraqueíte infecciosa) e Innovax ILT-IBD (proteção contra Doença de Marek, Doença de Gumboro e Laringotraqueíte infecciosa).

Segundo Murakami, a inserção de glicoproteínas específicas do vírus da LTI nesses vetores proporciona “maior nível de proteção e redução da excreção viral no campo”.

O palestrante reforçou que a LTI raramente ocorre de forma isolada. É comum a presença simultânea de outros agentes respiratórios, como bronquite infecciosa, pneumovírus aviário, Newcastle, micoplasmas e coriza infecciosa. Por isso, defendeu programas vacinais completos e monitoramento sanitário contínuo.

Ao encerrar sua participação, Murakami destacou que a MSD Saúde Animal permanece à disposição do setor para apoiar estratégias de imunização e controle sanitário, reforçando o compromisso da empresa com a avicultura brasileira.

A MSD Saúde Animal foi uma das empresas patrocinadoras do Congresso da APA 2026.

(A Hora do Ovo, em cobertura no Congresso da APA 2026. Foto: Alan Carvalho/Divulgação Congresso da APA 2026)

tag: MSD Saude Animal , laringotraqueite , Congresso da APA 2026 , Alexandre Murakami ,

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