Congresso da APA 2026 teve 900 participantes e debateu temas “caros” à postura brasileira
Entre os destaques, a influenza aviária e o uso racional de antimicrobianos na avicultura de postura; evento teve como sede, pela primeira vez, a cidade de Limeira (SP).
Teresa Godoy - editora do site A Hora do Ovo
Ainda não sabemos como o público avaliou o 23º Congresso de Ovos APA, a edição 2026 que teve como sede a cidade de Limeira, no interior de São Paulo. Foi a estreia do congresso no espaço de eventos Zarzuela, estrategicamente localizado “à beira” da movimentada rodovia Anhanguera em uma região que se conecta com o importante polo de Campinas e cidades que concentram bom número de empresas ligadas ao agronegócio, em especial a avicultura.
A avaliação dos participantes pode apontar o destino da próxima edição do tradicional e prestigiado Congresso de Ovos da APA.
Local e logística à parte, o evento confirmou mais uma vez porque é o principal encontro técnico-científico da postura brasileira. No passado, falávamos de um encontro com um status mais paulista, mas já se cravou na agenda avícola de postura, há anos, como um evento realmente de importância nacional, com reflexos grandes na América do Sul.
Então, de 9 a 12 de março deste ano, o 23º Congresso da APA reafirmou sua importância, com 25 palestras apresentadas em quatro dias de evento, incluindo aí as apresentações do pré-Congresso Ceva, que chega a sua 4ª edição discutindo a importância da sanidade, da biossegurança, do programa vacinal, da qualidade na busca por reforçar o que de mais valioso o Brasil tem na produção animal: seu status sanitário (veja matéria sobre o Pré-Congresso 2026 no link Pré-congresso Ceva abre Congresso da APA 2026 mostrando visão estratégica e exclusiva sobre a postura brasileira).
Avicultores, lideranças e profissionais de todos os elos da cadeia avícola do país registraram sua presença no Congresso em Limeira, acompanhando temas de importância vital para enfrentar os desafios da postura brasileira.
O temário foi amplo e, ao mesmo tempo, muito específico, tratando de temas caros à avicultura de postura brasileira, bem como trouxe olhares globais sobre sistemas cage free, o que mudou na biosseguridade com a chegada da influenza o Brasil, as escolhas estratégicas para gestão sanitária na granja, a chegada da inteligência artificial na postura, o acompanhamento dos órgãos paulistas de defesa agropecuária sobre as granjas de subsistência. Entre os destaques, também, o uso racional de antimicrobianos na avicultura de postura, com o lançamento do Guia de Uso Racional de Antimicrobianos na avicultura de Postura, material produzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (foto no destaque, com a explicação de José Roberto Bottura sobre o Guia).
Enfim, um sem-número de temas e debates que compuseram a rica programação do Congresso da APA 2026, tirando dúvidas, suscitando perguntas e criando ainda mais questões para serem discutidas após o evento, nas granjas, nas empresas de produtos e serviços, nas universidades e centros de pesquisa, na postura comercial como um todo.
Roberto Bottura, coordenador do evento e diretor técnico da Associação Paulista de Avicultura, comentou, já no primeiro dia do evento, que estavam inscritos 995 participantes. Nem todos marcaram presença no Congresso, assim como a participação de pessoas teve aquele fluxo variável ao longo dos dias da programação.
Segundo Bottura, ao final do evento, dia 12 de março, precisamente 900 pessoas passaram pelo congresso, mais 152 participantes do curso de GTA, da Defesa Agropecuária, evento que acontece todos os anos junto ao Congresso. “Nem todas as 900 pessoas que passaram por aqui tiveram presença fixa ao longo dos três dias do evento”, disse Bottura. “Esperávamos entre 850 e 900 participantes, então, o resultado superou nossas expectativas”, considerou. O número, portanto, reforça a relevância do encontro para o setor.
O coordenador do evento também ressaltou o compromisso da APA em promover conhecimento técnico e atualização profissional. Este ano, o Congresso contou com 102 trabalhos submetidos, com 80 selecionados e quatro vencedores nas categorias manejo, nutrição, outras áreas e sanidade.
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A Profa Dra Sarah Sgavioli, coordenadora dos Trabalhos Científicos do congresso, avalia que houve um aumento de qualidade nos trabalhos e de participantes ao longo dos anos, o que, segundo ela, reflete a evolução do setor de ovos no país.
Para Bottura, esse é exatamente o objetivo do Congresso da APA: refletir o que acontece no segmento de ovos, passando conhecimento adiante. “E nós tivemos essa grande oportunidade mais uma vez”, disse, ao avaliar o congresso.
O coordenador do evento também aproveitou o momento para reconhecer o trabalho da comissão organizadora e da equipe de produção, enfatizando o esforço coletivo para a realização do evento. “Eu gostaria de agradecer essa equipe de produção que tem trabalhado enormemente para que a gente possa apresentar o melhor possível.”
Ao final, Bottura agradeceu novamente ao público e convidou a todos para a próxima edição do congresso, ainda sem local definido. O resultado da pesquisa junto aos participantes do evento pode conter uma pista.
(Foto Bottura: Elenita Monteiro/A Hora do Ovo. Foto Sarah Sgavioli: Teresa Godoy)
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