Luís Rua ressalta biosseguridade brasileira e alerta para o que chamou de “xenofobia do vírus”
Na Conferência da FAO, em Foz do Iguaçu (PR), secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, destaca a sintonia entre setor público e privado no combate à influenza.
Durante a abertura da Conferência Global Combatendo a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade Juntos, promovida pela FAO em Foz do Iguaçu (SP), nesse dia 9 de setembro, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luís Rua, fez um pronunciamento enfático em defesa da atuação brasileira no enfrentamento da doença e da necessidade de revisão dos protocolos internacionais que regem o comércio de proteína animal.
Rua destacou que o Brasil é reconhecido internacionalmente pela sua postura proativa e estratégica no controle da influenza aviária. Desde o mapeamento de riscos até a contenção de focos, o país tem demonstrado capacidade técnica e institucional, com ações coordenadas entre o setor público e privado.
O secretário ressaltou o papel da iniciativa privada na implantação de protocolos de contenção e reforço da biosseguridade nas granjas, além do trabalho do MAPA no fortalecimento dos serviços veterinários estaduais. Segundo ele, essa estrutura permitiu que o Brasil contivesse rapidamente o surto de influenza em aves comerciais registrado em maio, em Montenegro (RS), e retomasse quase todos os mercados internacionais em menos de quatro meses.
EXPORTAÇÕES RESILIENTES E TRANSPARÊNCIA COMO DIFERENCIAL
Com mais de 5 milhões de toneladas de carne de frango exportadas para 154 países, o Brasil se mantém como um parceiro confiável e estável. Rua destacou a transparência na comunicação com autoridades internacionais e a agilidade na divulgação de informações técnicas como fatores-chave para a manutenção da confiança global.
Um dos pontos centrais da fala foi a defesa da regionalização como alternativa aos embargos generalizados. Rua criticou barreiras comerciais impostas sem justificativa técnica e alertou para o risco de se penalizar países inteiros por casos pontuais, o que chamou de “xenofobia do vírus”.
Rua também lembrou que mais de um bilhão de pessoas passam fome no mundo e que o Brasil, como grande provedor de alimentos, tem responsabilidade global em garantir acesso a proteína segura, acessível e de qualidade.
Encerrando sua fala, o secretário prestou homenagem aos médicos veterinários pelo Dia do Veterinário, celebrado em 9 de setembro, reconhecendo sua contribuição essencial para a saúde pública e a segurança alimentar.
(A Hora do Ovo. Foto: Max Valencia/FAO)
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