FAO credencia laboratório brasileiro como centro de referência internacional e destaca papel do Brasil no combate à influenza aviária
LFDA-Campinas será essencial para fortalecer a rede global de diagnóstico, pesquisa e resposta rápida a surtos de doenças aviárias, disse o diretor geral da FAO para Produção e Saúde Animal na Conferência no Brasil.
Durante a abertura oficial da Conferência Global Combatendo a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade Juntos, que está sendo realizada em Foz do Iguaçu (PR) entre 9 e 11 de setembro, o diretor geral da FAO para Produção e Saúde Animal, Thanawat Tiensin, anunciou o credenciamento do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-Campinas) como centro de referência internacional para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. O reconhecimento marca um avanço significativo para o Brasil e para toda a América Latina no enfrentamento de doenças que ameaçam a produção avícola global.
Segundo Tiensin, o trabalho desenvolvido pelo LFDA-Campinas será essencial para fortalecer a rede global de diagnóstico, pesquisa e resposta rápida a surtos de doenças aviárias. O laboratório passa a integrar o seleto grupo de centros de excelência da FAO, contribuindo com conhecimento técnico e inovação para proteger a saúde animal e garantir a segurança alimentar.
PRODUÇÃO BRASILEIRA: ESCALA, QUALIDADE E RESPONSABILIDADE
O Brasil é hoje o maior exportador mundial de carne de frango, com mais de 5 milhões de toneladas embarcadas anualmente para 154 países. Essa liderança não se dá apenas pela escala, mas pela qualidade sanitária, rastreabilidade e biosseguridade implantadas em toda a cadeia produtiva. A avicultura brasileira é reconhecida por sua capacidade de resposta rápida a emergências sanitárias e pela transparência na comunicação com autoridades internacionais.
Esses são, em síntese, os pilares que mantêm o país como referência em todo o mundo e motivo pelo qual foi escolhido para sediar a Conferência da FAO que acontece em Foz do Iguaçu (PR). O diretor geral da instituição global argumentou que a escolha de Foz do Iguaçu como sede da conferência não foi casual, pois, “além de ser um dos principais players na produção de proteína animal, o Brasil tem demonstrado compromisso com a cooperação internacional, com a ciência e com a construção de soluções sustentáveis para os desafios sanitários globais.”
O evento reúne representantes de governos, setor privado, organismos multilaterais e especialistas de todo o mundo para debater estratégias conjuntas de enfrentamento à influenza aviária de alta patogenicidade.
INFLUENZA AVIÁRIA: UMA AMEAÇA QUE EXIGE AÇÃO COORDENADA
Tiensin relembrou os surtos devastadores das últimas décadas e alertou que a influenza aviária não é mais uma ameaça localizada, é uma crise global que afeta saúde pública, biodiversidade, economias e sistemas alimentares. Ele reforçou que o diálogo promovido pela FAO deve se transformar em políticas concretas, com ações coordenadas entre países, produtores e instituições científicas.
“O setor não pode apenas sobreviver; precisa prosperar. E isso só será possível com ciência, inovação e responsabilidade compartilhada”, disse.
Com a projeção de que a demanda por proteína animal aumentará significativamente até 2050, Tiensin destacou que países como o Brasil terão papel decisivo na alimentação da população global. Por isso, fortalecer a saúde animal e garantir sistemas produtivos resilientes é uma prioridade estratégica.
(A Hora do Ovo. Foto: transmissão on line da Conferência)
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