Situação começa a voltar ao normal na avicultura, aponta ABPA
Em Bastos (SP) o escoamento de ovos retomou na tarde do dia 30 de maio, depois de 8 dias estocando o produto em suas salas de ovos e até em caminhões.
![]() |
| Primeiro carregamento de ovos em Bastos, após paralisação dos caminhoneiros |
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) emitiu nota na quarta-feira, dia 30 de maio, informando que a grave situação gerada no setor de proteína por causa da greve dos caminhoneiros no país começava, finalmente, a arrefecer, após dez dias de paralisação do transporte rodoviário.
Segundo informações da Globonews, no início da noite do dia 30 de maio, ainda persistiam 197 pontos bloqueados no país; no início da paralisação eram cerca de 550 pontos.
Em Bastos (SP), no final da manhã do dia 30, os primeiros ovos já começavam a ser escoados. Na foto, registro da jornalista Elenita Monteiro no retorno de carregamento de ovos em propriedade de Bastos, a Granja Uemura, do produtor Shindi Uemura. Essa foi a primeira carga que a granja conseguiu fazer desde quinta-feira da semana passada, dia 24 de maio.
Segundo notícias informais que circularam na região de Bastos - município que é o maior produtor de ovos do Brasil – no começo da tarde desta quarta-feira algumas granjas começaram a receber também carregamentos para ração animal, trazendo grande alívio para a região, que já começava a sofrer com falta de alguns insumos, principalmente o farelo de soja.
Leia a íntegra do comunicado da ABPA sobre a situação do setor ao final de 10 dias de paralisação.
NOTA À IMPRENSA - Retomada das atividades na Avicultura e Suinocultura
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destaca que, até as 17h00 de hoje (dia 30 de maio/2018), empresas do setor informaram o reinício das atividades parcial e gradativa de 46 unidades produtoras de aves, ovos e suínos pelo país.
Com a ação das forças policiais militares e do Exército, grande parte do abastecimento de ração foi retomado em diversos polos produtivos.
As exportações seguem paralisadas nos portos. Alguns pontos de bloqueio persistem, impedindo o trânsito de cargas frigoríficas e ração. Ainda são relatadas situações de agressividade por parte de manifestantes contra os caminhoneiros que querem deixar os pontos de paralisação.
De qualquer forma, há confiança de que, em breve, as cargas de aves, rações e caminhões frigoríficos consigam transitar normalmente.
