Associação Goiana e Mineira de avicultura se pronunciam sobre a greve
AGA e Avimig divulgaram nota de repúdio à atitude agressiva e despropositada de alguns manifestantes na greve dos caminhoneiros.
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| Claudio Almeida Faria: vamos trabalhar! |
A Associação Goiana de Avicultura e a Avimig, Associação dos Avicultores de Minas Gerais, se manifestaram na manhã deste dia 30 de maio, em nota enviada à imprensa.
As duas entidades demonstram o desagrado do setor avícola com as atitudes truculentas de supostos manifestantes em estradas pelo país, promovendo confusões e impedindo os “verdadeiros caminhoneiros” de prosseguirem com seu trabalho.
Embora a paralisação dos caminhoneiros tenha chegado ao fim, segundo algumas entidades do setor, há muitos pontos de paralisação no país, inclusive com manifestações agressivas a quem pretende voltar ao trabalho.
Confira as notas das duas entidades enviadas à redação da A Hora do Ovo:
Associação Goiana de Avicultura lamenta e repudia a atitude de muitos "manifestantes"
AGA – Associação Goiana de Avicultura - Cláudio Almeida Faria - Presidente
“A Associação Goiana de Avicultura, entidade representativa que há 40 anos organiza os setores produtivos de aves e ovos no Estado de Goiás, lamenta e repudia severamente a atitude de muitos 'manifestantes' que estão sequestrando as rodovias e mantendo presos em seus movimentos caminhões e pessoas de bem, 'verdadeiros caminhoneiros' que querem trabalhar e que carregam a produção de nosso país. O movimento que se intitulou pacífico demonstra que não é. Além de descumprir o acordo com o governo, descumpre as LEIS, as liminares e desafia os poderes constituídos e as instituições.
A avicultura é o segmento do setor produtivo mais sensível a esta paralisação, os pintinhos, a partir de um dia de vida, são criados em regime fechado em grande escala, dependem de transportes especializados em TODOS os elos da cadeia produtiva, desde o milho e o farelo de soja levados do campo às fábricas de rações, passando pelos ovos, pintinhos, gás, lenha e cavaco usados no aquecimento dos animais, as próprias rações, frangos vivos, embalagens específicas, até os produtos congelados, que passam pelos centros de distribuição e seguem para abastecer os pontos de vendas.
O setor movimenta diariamente em Goiás cerca de 4.000 caminhões. É o principal gerador de empregos do setor produtivo goiano. Nas agroindústrias são gerados 20.000 empregos diretos, além de outros 80.000 empregos na cadeia produtiva como um todo. Em Goiás diariamente nascem mais de 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) pintinhos. Agora, milhões deles, inclusive os que têm apenas um dia de vida, sofrem com FOME e FRIO, e estão sendo submetidos ao sofrimento gradativo até a inevitável MORTE.
Neste momento TODAS as empresas do setor de avicultura do estado de Goiás passam por um colapso produtivo com seus frigoríficos parados, acumulando nas granjas excesso de frangos em condições inadequadas, impedindo o alojamento dos pintinhos que estão nascendo. Mais do que isso: duas de nossas associadas em Nova Veneza e em Anápolis fecharam, desempregando centenas de trabalhadores.
A atividade vai diminuindo até o ponto de não ter mais como reestabelecer, diminuirão também as vagas de empregos e de caminhões, a LEI da oferta e procura não depende do ninguém para fazê-la cumprir, vão sobrar caminhões. Fazemos nosso apelo aqui aos caminhoneiros goianos e às suas famílias: “estejam conosco, vamos trabalhar”.
AVIMIG e o SINPAMIG lamentam e repudiam severamente atitude de muitos manifestantes
A AVIMIG - Associação dos Avicultores de Minas Gerais, e o SINPAMIG – Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas de Minas Gerias, entidades que organizam os setores produtivos de aves e ovos no estado de Minas Gerais, lamentam e repudiam severamente atitude de muitos manifestantes que estão nas rodovias sequestrando e mantendo presos em seus “movimentos”, caminhões e pessoas de bem, “verdadeiros caminhoneiros” que querem trabalhar e que carregam a produção do nosso país.
O movimento que se intitulou como pacífico, demonstra o contrário. Além de descumprir o acordo com o governo, as LEIs e as liminares, e ainda desafia os poderes constituídos e as instituições. A avicultura é o segmento do setor produtivo mais sensível à esta paralização, os pintinhos, a partir de um dia de vida, são criados em regime fechado em grande escala, dependem de transportes especializados em TODOS os elos da cadeia produtiva, desde o milho e o farelo de soja levados do campo às fábricas de rações, passando pelos ovos, pintinhos, gás, lenha, cavaco usados no aquecimento dos animais, as próprias rações, os frangos vivos, embalagens específicas e até os produtos congelados, que passam pelos centros de distribuição e seguem para abastecer os pontos de vendas.
O setor movimenta diariamente em Minas Gerais cerca de 5.000 caminhões, é o principal gerador de empregos do setor produtivo mineiro, nas agroindústrias são gerados 23.000 empregos diretos, além de outros 87.000 empregos na cadeia produtiva como um todo. Em Minas Gerais diariamente nascem mais de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) pintinhos, agora, milhões deles inclusive os que têm apenas um dia de vida, sofrem com FOME e FRIO, eles estão sendo submetidos ao sofrimento gradativo até a inevitável MORTE.
Neste momento TODAS as empresas do setor de avicultura do estado de Minas Gerais, passam por um colapso produtivo com seus frigoríficos parados, acumulando nas granjas excesso de frangos em condições inadequadas e impedindo o alojamento dos pintinhos que estão nascendo. Inevitavelmente a atividade vai sofrer reduções, diminuirão também as vagas de empregos e de caminhões, a LEI da oferta e procura não depende de ninguém para fazê-la cumprir, vão sobrar caminhões. Fazemos aqui nosso apelo para os caminhoneiros mineiros e às suas famílias: “estejam conosco, vamos trabalhar”!
