Jantar da APA destaca a força da avicultura paulista em 2016
Tradicional encontro de final de ano, promovido pela Associação Paulista de Avicultura, mostrou também a força da união entre os setores público e privado.
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| Fernando Buchala, Erico Pozzer, Arnaldo Jardim, Carlos Ikeda e James Nakanishi: união em prol da avicultura |
O encontro do setor público - na política e na pesquisa - e da iniciativa privada - na indústria e na produção das granjas - marcou o tradicional jantar de confraternização da APA, a Associação Paulista de Avicultura. O evento de 2016, realizado no último dia 19 de dezembro no espaço de eventos Armazém, em São Paulo (SP), reuniu avicultores, representantes de empresas fornecedoras, autoridades governamentais ligadas ao setor agropecuário e imprensa.
Sempre marcado pelo clima descontraído que pauta o evento todos os anos, o jantar, mais uma vez, foi palco para análises e apresentação de resultados informais sobre o setor avícola paulista. Na maioria dos discursos ficou clara a importância da união entre o poder público e o trabalho incansável da cadeia avícola, em especial, a persistência dos avicultores diante de um ano de crise econômica que atingiu todo o país.
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| Erico Pozzer: sanidade |
Ao saudar os convidados, o presidente da APA, Erico Pozzer, fez questão de destacar alguns itens que, segundo ele, fizeram a diferença em São Paulo, no ano de 2016. Mereceram destaque, segundo ele, a alta qualidade da proteína produzida no estado – seja de ovo ou de frango - e a geração de empregos. “Nossa avicultura emprega 50 mil pessoas e isso significa mais emprego do que muita montadora de carros”, salientou o presidente da APA. O que falta, segundo ele, é o marketing – e isso, não só para os avicultores paulistas, mas de todo o Brasil. “Precisamos mostrar o que fazemos, todos os riscos que a gente corre para produzir uma proteína de excelente qualidade e barata, com tantas obrigações e tantas exigências que temos.”
O ano de 2016 também foi diferente, segundo Pozzer, pois não registrou nenhum fechamento de empresa avícola, como aconteceu, por exemplo, na crise de 2011 e 2012, quando seis empresas sucumbiram. “Este ano, isso não aconteceu.” Para que esse sucesso acontecesse, apesar da crise, foi importante a manutenção da sanidade avícola, seja de matrizes, de poedeiras ou de frangos. Nesse sentido, ele destacou o trabalho da Secretaria de Agricultura que, na pessoa de seu secretário, Arnaldo Jardim, participou de palestras e visitas pelo estado, alertando e ajudando a conscientizar para a importância da sanidade nas granjas. “E isso, com o trabalho da ABPA, também foi replicado para o Brasil inteiro”, destacou Pozzer, lembrando que, “nós não podemos ter nenhum problema sanitário, caso contrário, no mesmo dia, na mesma hora, 30% da nossa produção para de ser exportada. Então, agradecemos à equipe do Ministério da Agricultura e da Secretaria da Agricultura que vêm trabalhando arduamente para manter a saúde de nossos planteis.”
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| Prestigiada, confraternização da APA reuniu diversos setores da cadeia avícola em São Paulo |
Outro diferencial, que diz respeito à associação, foram as ações promovidas pela APA em relação ao milho. Demorou alguns meses para que fosse liberada alguma importação de milho, mas aconteceu, seja da Argentina ou dos Estados Unidos, lembrou Pozzer. “E começou a dar uma melhorada“, ponderou o presidente da APA. “A Associação, junto com as forças que nos apoiam, fez esse papel”, argumentou.
Em sua breve, mas bem direcionada fala, o presidente da APA também destacou, na área sanitária, o trabalho do Conselho Regional de Medicina Veterinária, que colocou todo seu apoio para que houvesse esse diferencial de qualidade somado ao sucesso da avicultura paulista. E citou o presidente da entidade, Mario Eduardo Puga, nesse processo.
E, por último, a engenharia tributária, da qual depende a avicultura. “E aqui temos o deputado Vitor Sapienza, que sempre falou sobre isso, e nos ajudou a montar ferramentas, tanto com o poder público como privado, para que tivéssemos uma engenharia tributária para sobreviver. Também ressalto o deputado Arnaldo Jardim, com relação a essa engenharia tributária, tanto em relação ao ICM quanto nos convênios que mantemos com o Desenvolve São Paulo. “
Enfim, o presidente da APA considerou todas essas variáveis e apoios na união do setor para justificar que, este ano, mais uma vez, o jantar da APA se manteve concorrido. “Eu acho que, com o setor privado atuando junto ao setor público, nós podemos acreditar que teremos sucesso sempre.”
“Passamos a tormenta mas não estamos na bonança”
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| Ricardo Santin: diálogo |
Ricardo Santin, presidente do conselho do Instituto Ovos Brasil e vice-presidente e diretor de Mercados da ABPA, levou também a palavra do presidente Francisco Turra aos presentes. “Vencemos mais um ano difícil, mas é interessante chegar no final com um congraçamento das lideranças da avicultura paulista. Estamos mostrando que se vence com tenacidade e planejamento”, considerou Santin.
Ele também destacou que o setor da postura manteve bons resultados este ano porque fez adequações de produção. Segundo ele, o setor de frango começou a arrumar a casa quando adequou a produção para ter níveis adequados de acordo com a demanda. “Dá para dizer que passamos a tormenta, mas que ainda não estamos na bonança. Ainda é preciso trabalhar. E a maneira de fazer isso é dialogar, e também celebrar. Celebrar que chegamos inteiros neste fim de ano. E tivemos um 2016 melhor porque tivemos união. Essa não foi a primeira crise nem será a última, mas ela foi mais severa; no entanto, ninguém ficou pelo caminho. Isso demonstra que, cada vez mais, tendo planejamento, tendo diálogo e parcimônia nós conseguiremos chegar lá”, argumentou Santin, em sua breve e certeira fala.
A crise de 2016 e as muitas possibilidades de vencer também foram temas do pronunciamento de Francisco Sérgio Ferreira Jardim, superintendente federal do Ministério da Agricultura para o Estado de São Paulo. Parceiro da avicultura paulista de longa data, Jardim falou das diversas crises e da importância de estarem todos unidos para debater, vencer os desafios e comemorar juntos. “O importante é ter união e acreditar no Brasil como um todo”, disse ele, entusiasmado.
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| Arnaldo Jardim: perseverança |
Arnaldo Jardim, secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e representando o governador Geraldo Alckmin, também falou de trabalho e de união e ressaltou a parceria entre o setor público e o setor privado na construção de uma avicultura com sanidade e produtividade altas para o Estado de São Paulo. Falou do trabalho de cada um para o crescimento da avicultura paulista e destacou, em especial, o avicultor e a cadeia avícola como personagens principais desse elo. “Quero agradecer a vocês no sentido de manterem a perseverança, enfrentando desafios como o do milho, e continuarem acreditando ser possível superar, criando oportunidades.
Bastante prestigiado por representantes de todos os elos da cadeia avícola paulista e nacional, o jantar de confraternização da APA, mais uma vez, representou a união que tem mantido em alta o sucesso da avicultura líder do país. Estiveram presentes, entre outros líderes e representantes, Fernando Buchala, coordenador de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo; Carlos Ikeda, James Nakanishi e Gustavo Shimizu – representantes do Sindicato Rural de Bastos; Choichi Sato – presidente da Cooperativa de Guatapará; Ariel Mendes, diretor de produção da ABPA; José Perboyre, diretor financeiro da ABPA; Luciano Lagatta, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária; Masaio Mizuno Ishizuka, presidente do Comitê Estadual de Sanidade Avícola de São Paulo; e André de Oliveira Mendonça, Coordenador da Lanagro.
A Hora do Ovo também esteve presente como convidada da APA e registrou bons momentos do jantar de confraternização. Confira.
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| Gustavo Shimizu, Marco de Almeida e José Francisco Miranda |
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| José Roberto e Jane Bottura |
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| Luciano Lagatta e Masaio Mizuno Ishizuka |
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| José Francisco Miranda e Otávio Rech |
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| Felipe Pelicioni e Karol Von Zuben |
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| José Perboyre e Ricardo Santin |
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| Gerardus Peeters, Hideki Ito, Marcelo Checco, Nelson Freitas, Glauco Geromini e Alberto Bernardino |











