Hendrix investe na adequação de seus processos rumo à compartimentação

Hendrix investe na adequação de seus processos rumo à compartimentação

Empresa adota procedimentos necessários para garantir segurança na produção, em atendimento à Instrução Normativa n° 21/2014 e às normas da OIE.

Ovonews

abril 19, 2017

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Equipes que integram a Hendrix Genetics no Brasil: cuidando para manter a qualidade nos processos

 

Participando da iniciativa de certificação de compartimentação junto à Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, Ministério da Agricultura, Associação Paulista de Avicultura e Associação Brasileira de Proteína Animal, além de outras casas genéticas, a Hendrix acelera ainda mais a modernização de suas instalações avozeiras, e conclui a fase de mapeamento de atividades avícolas no entorno de suas unidades.

Tudo para estar em dia com o projeto de compartimentação da avicultura industrial paulista visando à prevenção da influenza aviária e doença de Newcastle no Estado de São Paulo, e atendendo às regras estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal, a OIE.

O projeto paulista de compartimentação da avicultura foi apresentado em dezembro de 2016 e já conta com a certificação da casa genética Cobb Vantress, na área de corte. Agora, as casas genéticas voltadas à postura já se alinharam para seguir cumprindo as regras, tornando ainda mais segura a produção de aves e ovos, especialmente a produção voltada à exportação.

“Estamos trabalhando duro e com determinação na busca por aumentar a proteção da avicultura de postura”, comenta Marco de Almeida, diretor da Hendrix para o Brasil e América do Sul. Entusiasmado com mais esse desafio, Marco de Almeida parabeniza todas as equipes da Hendrix no Brasil que vêm ‘trabalhando incansavelmente para atender às metas propostas pela Secretaria da Agricultura e Ministério da Agricultura. “

As principais casas genéticas definiram o mês de novembro de 2017 para concluir a etapa de adequação de documentos para adotar a compartimentação da avicultura industrial. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) irá auditar, fiscalizar e certificar os estabelecimentos após a adoção das medidas preventivas. O reconhecimento será feito em toda a cadeia produtiva, ou seja, desde a granja de reprodução, incubatórios, granjas de corte e de postura, abatedouros, fábricas de ração e de materiais para cama de aviários.

Maior controle e segurança

Com o projeto da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo em parceria com as entidades do setor e as casas genéticas, o setor avícola paulista deverá se tornar mais efetivo na detecção e combate a eventuais problemas sanitários e, em caso de surtos dessas enfermidades, as propriedades que estiverem seguindo as medidas de controle e biosseguridade serão consideradas livres para produzir e comercializar seus produtos.

O conceito de “compartimentação” elimina a questão geográfica. Com isso, mesmo no caso de surtos de determinadas enfermidades em um estado ou região, a empresa compartimentada pode continuar a exportar. Da mesma forma, se houver algum problema em uma determinada instalação, apenas a empresa é interditada e não toda uma região ou estado.

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Reunião das casas genéticas com entidades e órgãos governamentais

“O Estado de São Paulo tem um papel estratégico no setor, porque boa parte do material genético da América do Sul provém daqui, por isso é importante preservar este canal de exportação aberto por meio da compartimentação. No caso das casas genéticas, é preciso apenas adequar os processos, não necessitando de muitos investimentos”, avaliou o diretor de Relações Institucionais da ABPA, Ariel Antonio Mendes, em reunião realizada em fevereiro com as entidades paulistas e os órgãos oficiais.

Na ocasião, o presidente da APA, Érico Pozzer, afirmou que o processo exigirá muito trabalho por parte do poder público e setor produtivo, mas reforçou a necessidade de intensificar o controle nas fronteiras do País. “A grande preocupação é com o fato de São Paulo ter o maior plantel de aves poedeiras. Precisamos ter cuidado não só com as aves migratórias, mas sim com as ‘pessoas migratórias’, não permitindo visitas às granjas e promovendo um controle rígido em portos e aeroportos, para evitar a contaminação”, afirmou.

“Buscando um acordo entre o Ministério, a Secretaria e as empresas, o estabelecimento desta meta é muito importante para trazer mais qualidade ao processo de obtenção da compartimentação”, afirmou o secretário Arnaldo Jardim.

Para o coordenador de Defesa Agropecuária da Pasta Estadual, Fernando Gomes Buchala, é preciso ter um compromisso protocolar de iniciar o processo, pois na eventualidade de um surto no País, a primeira exigência para exportação será relacionada ao cumprimento da Instrução Normativa. “É uma ilha de excelência dentro de uma zona territorial em que já existe um estado sanitário conhecido, um aspecto positivo para o avanço da agropecuária brasileira”, ressaltou.

A manutenção da certificação implica trabalho conjunto entre o Serviço Veterinário Oficial (SVO) e as empresas para a realização de auditorias anuais, conforme explicou o coordenador do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), Luciano Lagatta. “A própria empresa deve fazer suas auditorias internas, mas em conjunto com a CDA, é realizado um cadastramento dos estabelecimentos que tenham aves e suínos de subsistência no entorno de um quilômetro das unidades a serem compartimentadas. A cada seis meses, é preciso coletar materiais para fazer exame nas aves que vivem neste local, que são encaminhados ao Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro)”, explicou. Esses documentos são necessários para a renovação do certificado, emitido pelo Mapa, que tem validade de dois anos.

Saiba mais sobre o projeto paulista de compartimentação no link: Setor avícola define metas para ampliar compartimentação das casas genéticas no Estado de São Paulo. 

(A Hora do Ovo, com informações da Hendrix Genetics e assessoria de imprensa da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. Fotos: divulgação)

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