Governadores e ministro destacam a força da avicultura brasileira

Governadores e ministro destacam a força da avicultura brasileira

Diretor geral da OMC defende mercado global livre; "o produtor tem de ser competitivo, não tem outra alternativa", diz ele.

Ovonews

agosto 30, 2017

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Governadores e ministro da agricultura presentes, exultaram a avicultura e suinocultura brasileiras

 

A força da avicultura foi destaque na abertura do SIAVS 2017 no dia 29 de agosto. A maior parte dos governadores presentes - sete ao todo -, falou sobre a força da avicultura brasileira e o poder do agronegócio para o país, representado pela produção de proteína animal. Representando estados que se destacam na produção avícola, Geraldo Alckmin (São Paulo), Marco Perillo (Goiás), Raimundo Colombo (Santa Catarina), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), Paulo Hartung (Espírito Santo), o vice-governador José Paulo Dornelles Cairoli (Rio Grande do Sul) e a governadora em exercício Maria Aparecida Borghetti (Paraná) foram unânimes ao destacar a importância econômica e social da avicultura para seus estados. A mais contundente sobre o assunto foi a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti que, interinamente no cargo, mostrou, em números, a força e importância que a avicultura tem para os paranaenses, maiores produtores de frango do país.

O SIAVS 2017, Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura, aconteceu no Anhembi Parque, em São Paulo, entre 29 e 31 de agosto, com ampla programação técnico-científica e uma feira de negócios que já no primeiro dia, mostrou um crescimento extraordinário.

Na cerimônia de abertura do SIAVS 2017, as autoridades presentes reafirmaram a força da avicultura, destaque para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que falou sobre o empenho de seu ministério em tornar ainda mais forte o poder do setor para alavancar a produção agropecuária brasileira. Blairo Maggi resgatou a trajetória de expansão da proteína animal nacional. Recordou que, desde a década de 1970, o Brasil saiu da posição de importador para grande exportador de alimentos. “Nosso próximo passo é agregar valor, deixando de ser vendedor de commodities para chegar às gôndolas dos supermercados pelo mundo afora”, disse. Também destacou o trabalho realizado internacionalmente para reestabelecer a imagem do país após a Operação Carne Fraca. “Foi bom ter acontecido esse episódio, pois nos fez avançar e o mercado nos olhar de forma diferente. Aproveitamos a oportunidade para melhorar o que já era bom”, resumiu o ministro.

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Francisco Turra: "Somos referência global em sanidade e sustentabilidade"

 

Como sempre, o líder Francisco Turra, presidente da ABPA, a Associação Brasileira de Proteína Animal - promotora do SIAVS 2017 - reafirmou a essência da força produtiva, econômica e política da avicultura brasileira. Turra convocou toda a cadeia produtiva a ter uma visão otimista para o futuro e a seguir enfrentando os desafios. “Estamos finalmente superando as turbulências. A qualidade do Brasil é inquestionável. Somos referência global em sanidade e sustentabilidade. O mundo validou a qualidade do nosso produto”, afirmou. Turra também informou que, em agosto, o país deve ultrapassar a casa das 400 mil toneladas de carne de frango exportadas e o patamar de 65 mil toneladas embarcadas de carne suína.

Só faltou falar do ovo. 

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Roberto Azevêdo: contra os obstáculos comerciais

 

O embaixador Roberto Azevêdo, que abriu a programação de palestras, tratou das perspectivas do setor agrícola e dos desafios para corrigir distorções no mercado global, como a redução de subsídios e uma maior abertura econômica entre as nações. Ele apontou os impactos de um crescente sentimento antiglobalização no comércio internacional. "Estamos registrando o sexto ano de crescimento abaixo de 3%, algo sem precedentes desde a Segunda Guerra", constatou. Segundo o diretor-geral da OMC, o protecionismo acentua dificuldades socioeconômicas em diversos países. "Obstáculos comerciais não ajudam a resolver os problemas domésticos, como desemprego. A tendência é que cause ainda mais dificuldades", defendeu.

Entre as medidas de restrição adotadas no setor agrícola que, de acordo com o embaixador, merecem revisão, estão barreiras técnico-sanitárias com valor científico questionável. "A OMC ajuda a definir aspectos referentes à sanidade e ao valor nutricional dos produtos comercializados, e mais de 900 casos de barreiras já foram discutidos nos nossos comitês", contou, dizendo que tanto a organização como o governo brasileiro e de outros países exportadores estão trabalhando para definir pontos de convergência na área.

Subsídios também foram criticados por Azevêdo, pelo potencial prejudicial ao equilíbrio econômico. "Todas essas formas de controle artificial não são sustentáveis. O produtor tem de ser competitivo, não tem outra alternativa", expressou. Em contraponto, sugeriu um maior estímulo a investimentos em inovação e pesquisa para aumentar a produtividade.

Roberto Jaguaribe, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), mediou o painel.

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José Carlos Garrote, Fernando Buchala e Blairo Maggi: homenageados na cerimônia de abertura do SIAVS 2017

 

Durante a cerimônia também foi entregue o Prêmio Lauriston Schmidt a três personalidades que se ressaltaram por relevantes serviços prestados à causa do setor. Receberam o reconhecimento o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (categoria política); o presidente da São Salvador Alimentos, José Carlos de Souza Garrote (categoria empresarial); e o coordenador de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, Fernando Buchala (categoria técnica).

Também participaram da abertura do SIAVS  senador Cidinho Campos, o deputado federal Jerônimo Goergen, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Agricultura (Conseagri), Ernani Polo, o secretário da Agricultura de Minas Gerais, Pedro Leitão, o presidente do Conselho Diretivo da ABPA, José Carlos Zanchetta, e o presidente do Conselho Consultivo da ABPA, Leomar Somensi.

(A Hora do Ovo, com informações da assessoria de imprensa do SIAVS 2017)

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