Consumo de ovos em 2015 deve chegar a 191 unidades per capita, indica ABPA
Estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal indica um índice 4,8% superior ao registrado em 2014; aumentam também as exportações.
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| Representantes da ABPA: divulgação dos números de 2015 |
A produção e o consumo de ovos deve crescer em 2016, acompanhando a tendência que se verificou em 2015. Essa é a análise da Associação Brasileira de Proteína Animal, a ABPA, apresentada no encontro anual com a imprensa, realizado no último dia 9 de dezembro, na sede da entidade, em São Paulo.
O crescimento será expressivo, avaliaram os líderes da entidade, muito embora os avicultores tenham tido um embate maior com os custos de produção, que aumentaram significativamente em 2015. No encontro, a ABPA divulgou que a produção brasileira de ovos deverá atingir 39,5 bilhões de unidades de ovos em 2015, número 6,1% superior às 37,2 bilhões de unidades registradas no ano.
“Em saldo recorde, o consumo per capita de ovos no Brasil deverá chegar neste ano a 191 unidades, número 4,8% superior ao total de 2014, que foi de 182 unidades”, divulgou a entidade, ressaltando que, para o próximo ano, “o setor produtor de ovos prevê crescimento de até 2% na produção total.”
Fato importante em 2015 foi também o crescimento das exportações de ovos, setor que recebeu a melhor das notícias na temporada: o Japão abriu seu mercado às importações de ovos brasileiros. Trata-se de um dos mais exigentes mercados do mundo, o que é um sinalizador expressivo de como o Brasil pode ganhar o mundo na exportação de ovos se souber trabalhar com essa seara.
Os dados da ABPA apontam que as exportações brasileiras de ovos (in natura e processado) em 2015 devem totalizar neste ano 20,7 mil toneladas, saldo 70% superior ao alcançado em 2014 - com 12,2 mil toneladas. “Com isso – informa a ABPA -, o setor deverá obter receita em reais de R$90 milhões (+120%), e em dólares, de US$ 26 milhões (+54%).”
“Para 2016, os exportadores de ovos preveem níveis equivalentes aos embarcados neste ano. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos deverão manter o fluxo de negócios do segmento”, conclui a entidade.
Acompanhe na seção COM A PALAVRA, a análise do presidente da ABPA, Francisco Turra, sobre a produção e exportação de proteína animal do Brasil: As estimativas para 2015 e 2016 na avicultura e suinocultura brasileiras.
