Brasileiro já consome 192 ovos per capita; consumo cresce 1% no Brasil

Brasileiro já consome 192 ovos per capita; consumo cresce 1% no Brasil

Maior índice já registrado na história do setor de ovos, aumento do consumo e tendência de alta na produção apontam na direção de projeções otimistas, segundo a ABPA.

Ovonews

dezembro 15, 2017

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Na coletiva de imprensa convocada pela ABPA, os números do ovo, do frango e do suíno em 2017

 

A produção de ovos cresceu no Brasil e o consumo per capita acompanhou a tendência. É o que revelam os números apresentados pela ABPA no dia 13 de dezembro, em coletiva à imprensa, na cidade de São Paulo, sede da Associação Brasileira de Proteína Animal. Segundo os dados, a produção brasileira de ovos deverá totalizar 39,9 bilhões de unidades, número que supera em 1,8% a produção do setor em 2016, que foi de 39,18 bilhões de unidades. Com esse desempenho, informa a ABPA, o consumo per capita deverá encerrar o ano em 192 unidades, uma elevação de 1% em relação ao consumo do ano passado, que ficou na casa das 190 unidades.

Para 2018, de acordo com as estimativas da ABPA, a produção de ovos deverá ser maior que 2017, ficando entre 5% e 6% em relação ao total deste ano. Na análise dos diretores da entidade são considerados como fatos relevantes para o crescimento no setor de ovos a retomada econômica, a expectativa de manutenção dos custos de produção em patamares próximos dos atuais e a abertura de novos mercados internacionais, que deve pressionar oferta de produto destinado ao mercado interno.

Nas exportações, o bom trabalho feito pela ABPA em parceria com a Apex-Brasil, entre outras ações da entidade, deve resultar em bons números no futuro, abrindo caminhos ainda mais promissores para os produtores de ovos. A abertura da África do Sul como mercado para os ovos brasileiros deve impactar positivamente as exportações, avalia Francisco Turra, presidente da ABPA.

Os embarques de ovos in natura e processados rumo ao mercado externo totalizaram 404 toneladas em novembro (-25,5% em relação a novembro/2016). Com isso, o setor obteve receita de US$ 657 mil (-20,4%).

No acumulado do ano (janeiro a novembro) foram embarcadas 5,434 mil toneladas (-44,6%), com receita de US$ 7,490 milhões (-43,8%).

Já para 2017, os números da ABPA apontam que as exportações de ovos deverão totalizar 400 toneladas em dezembro (-34,6%). Dessa forma, oo setor deve encerrar o ano com embarques de 5,834 mil toneladas (- 44%), obtendo receita de US$ 8,1 milhões (-42,5%).

O mercado interno e o amanhã

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Francisco Turra: boas perspectivas

A análise do presidente da ABPA, Francisco Turra, foi otimista em relação ao mercado interno. Segundo ele, o mercado interno brasileiro reconquistou parte dos níveis de consumo perdido ao longo dos últimos dois anos, como impacto direto da crise econômica vivida pelo país. O cenário de otimismo observado nos últimos meses também é visto no consumo de proteína animal. “O setor de ovos, por exemplo, chegou as 192 unidades per capita – maior índice já registrado na história do setor”, avalia Turra. 

Os índices de consumo per capita de carne de frango e de carne suína também devem apresentar elevações neste ano, conforme as projeções da ABPA. Turra prossegue, com análises para o frango e o suíno.

“Diferente do visto em 2016, o setor de proteína animal não foi impactado por dois alicerces importantes de sua sustentabilidade econômica: o câmbio e os insumos. A relativa estabilidade cambial em longos períodos de 2017 favoreceram os negócios de exportações do setor. 

E os custos de produção ajudaram: o preço equilibrado do milho e da soja, com a boa oferta dos insumos, garantiram ao setor produtivo melhor capacidade competitiva internacional neste ano.  Este é um cenário que o setor trabalhará para manter em 2018, priorizando a compra do cereal produzido no Brasil – importando, apenas, aos núcleos de produção onde se faça necessário.

O setor, aliás, tem boas expectativas quanto ao próximo ano: com a esperada concretização dos entendimentos entre russos e brasileiros em relação às questões técnicas, a carne suína produzida aqui deve ser mais demandada, com a realização da Copa do Mundo na Rússia.   Além disto, a Coreia do Sul e o Ministério da Agricultura brasileiro devem finalizar os acordos de certificação sanitária, para dar início aos embarques. O Peru é outro mercado que, em breve, deve importar a carne suína do Brasil.

De aves, há a expectativa de reaquecimento das importações dos países do Oriente Médio.   Na Ásia, as vendas para a Indonésia ainda devem demorar a apresentar impactos positivos nas exportações, após as conclusões do Painel movido pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio contra as medidas protecionistas aplicadas pelo país asiático ao produto brasileiro.  Por outro lado, há expectativa quanto a viabilização das vendas para Taiwan, cuja análise documental e de legislações já se encontra em fase final.

No mercado interno, a consolidação da retomada econômica deve manter em alta a demanda pelo produto brasileiro – mesmo com o conturbado cenário político, em ano de eleição.

Neste cenário, a ABPA, como representação setorial, seguirá em busca de novas oportunidades para o setor produtivo brasileiro, mantendo a unificação dos elos da cadeia produtiva.  Como nunca, o ano de 2017 comprovou a importância de uma associação como representação setorial, liderando a interlocução com o governo e a sociedade, além dos stakeholders internacionais. Este projeto deve ser ainda mais fortalecido no próximo ano.”

(A Hora do Ovo, com informações e foto da assessoria de imprensa da ABPA)

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