Avicultura de São Bento do Una comemora chegada das chuvas na região
Depois de seis anos de seca, avicultores da maior produtora de ovos do Nordeste poderão capitalizar com o fim dos gastos com a compra de água.
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| Aviário em São Bento do Una, em agosto de 2016: seca era o desafio para os avicultores da região |
Os avicultores de São Bento do Una, no agreste pernambucano, estão comemorando a chegada das chuvas no estado. Também pudera: altamente produtivos e donos do título de maiores produtores de ovos do Nordeste, eles tiveram que conviver com uma seca feroz que durou seis anos na região. Com a chegada das chuvas, que já duram vários dias, os produtores de ovos de São Bento do Una poderão, finalmente, começar a pensar na capitalização de suas propriedades, já que, pelo menos no que tange à compra de água – imprescindível nos últimos seis anos para a manutenção das aves -, os custos cairão.
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| Fernando Vilela: novo panorama |
A Hora do Ovo esteve em São Bento do Una, em agosto de 2016, e pode constatar as dificuldades vividas pelos avicultores pernambucanos daquela região. Também constatamos que, a despeito da falta de chuvas, os produtores de ovos locais não pararam de produzir, contando para isso com a administração da compra de água para manter as aves em franca produção. Agora, os mesmos produtores comemoram. Em reportagem ao jornal Folha de Pernambuco digital, o tradicional avicultor Fernando Vilela comemora e declara que várias granjas já estão fazendo sua reserva. “Tenho três açudes pequenos: dois encheram cerca de 40% e o terceiro encheu por completo. Para se ter ideia, este último fazia cinco anos que não recebia água. É para ficar feliz", declarou o avicultor ao jornal.
Segundo a reportagem de Mariama Correia e Raquel Freitas, a felicidade de Vilela tem um motivo. Com as novas reservas, ele vai economizar R$ 15 mil por mês. "Como não tinha água, o jeito era pegar por meio de uma carreta, numa distância de 60 quilômetros", relembrou. Para cuidar das suas 110 mil aves são necessários 60 mil litros do insumo por dia. Tudo isso para produzir 240 mil ovos por mês. O maior impacto da seca para o avicultor foi o aumento dos custos. "As despesas aumentaram muito", ressaltou às jornalistas.
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| Reservatório de água de um aviário da região: uma das alternativas para manter a avicultura na seca |
Como mostrou a reportagem da A Hora do Ovo neste site Avicultura resiste à seca em São Bento do Una, há, sim, motivos para muita comemoração, conforme demonstra a Folha de Pernambuco. “Segundo relatos de produtores, há tempos não se via chuvas tão proveitosas, sobretudo no Agreste. Há seis anos consecutivos, a estiagem sacrifica essa região e o Sertão, áreas que concentram atividades produtivas cruciais para a economia de Pernambuco”.
São Bento do Una, por exemplo, é responsável pela maior produção de ovos de todo o Nordeste, título que foi mantido nos últimos seis anos, apesar da pesada estiagem que se abateu sobre a região do agreste pernambucano. O clima, portanto, é de alívio.


