Avicultores assinam contrato do 1º Condomínio Avícola no Espírito Santo

Avicultores assinam contrato do 1º Condomínio Avícola no Espírito Santo

Treze avicultores adquiriram as 20 cotas disponíveis do primeiro condomínio avícola de postura do Brasil, um empreendimento criado pela Coopeavi, em 2016.

Ovonews

fevereiro 09, 2017

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Os empreendedores do condomínio avícola e diretores da Coopeavi: contratos assinados para nova jornada

 

A Cooperativa Agropecuária Centro Serrana, a Coopeavi, no Espírito Santo, escreve mais uma etapa de sua história pioneira na avicultura brasileira. A empresa, primeira cooperativa de avicultura de postura no Espírito Santo, fundou em julho de 2016 o complexo avícola para produção de ovos, no município de Santa Teresa, na Serra Capixaba. Ali, foi instalado o projeto pioneiro de condomínio avícola que, na última terça-feira, dia 31 de janeiro, contou com a assinatura dos primeiros 13 contratos de cooperados. Com esses primeiros avicultores, ficou, então, constituído oficialmente o primeiro condomínio avícola para postura do Brasil.

Segundo informa a assessoria de imprensa da Coopeavi, “na primeira abertura de inscrições para participar do empreendimento, a cooperativa recebeu propostas para aquisição de 51 cotas, de cinco mil aves cada”. Depois das etapas de triagem previstas no edital, treze produtores adquiriram as 20 cotas disponíveis para o primeiro momento. Os produtores são Ademar Beilke, Alfeu Scota, Argêo João Uliana, Arno Potratz, Braz Henrique Fiorot, Dainimara Behrend Berger, Denilson Potratz, Elimar Schwambach, Elisabeth Boldt Lemke, Horácio Antônio Muller, João Luís Sperandio Cott, Sivaldo Gums e Valério Gums.

Para o vice-presidente da Coopeavi, Denilson Potratz, essa grande adesão de interessados mostrou que o cooperado abraçou o projeto. “Essa iniciativa surgiu da participação do cooperado e a adesão que tivemos mostrou que o associado acredita na atividade, mas faltava esse apoio da cooperativa. Com essa oportunidade do Condomínio, o produtor veio em massa e aderiu "a iniciativa, que é inédita na avicultura de postura”, disse.

O sistema de condomínio proposto pela Coopeavi visa modernizar o setor avícola, priorizando principalmente os pequenos avicultores, que não teriam condições de construir uma estrutura toda automatizada, reduzindo a mão de obra, como é a proposta da estrutura desenvolvida pela cooperativa. O galpão com investimento compartilhado está em construção e a previsão é alojar 100 mil aves em meados de junho deste ano.

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Denilson Potratz: diversificação, um dos benefícios

Segundo o vice-presidente da Coopeavi, o condomínio funcionará em sistema de cotas. Dessa forma, o associado poderá investir nessas cotas e a cooperativa oferecerá toda a infraestrutura de galpão, assistência técnica, granja de recria, fábrica de rações, classificação e comercialização dos ovos. “O condomínio chega para resolver alguns problemas dos cooperados, como a sucessão familiar e a mão de obra. Além disso, contribuirá para diversificar a atividade do produtor, tanto avicultor, quanto cafeicultor, pecuarista, entre outros ligados a alguma atividade econômica rural”, explica Potratz. 

A assinatura dos contratos, ocorrida no dia 31 de janeiro de 2017, é considerada um marco para a avicultura, capixaba e brasileira, e para o cooperativismo. Neste novo modelo a cooperativa oferece aos cooperados uma oportunidade de entrarem em uma modalidade de investimento nas diretrizes do associativismo. 

Após a assinatura dos contratos, os novos cotistas visitaram o complexo produtivo na região de Caldeirão, munícipio de Santa Teresa. Ao ver o primeiro galpão produzindo e o segundo galpão em plena construção, o avicultor Elimar Schwambach ficou animado com o futuro do empreendimento e destacou os benefícios que o motivou a fazer parte do condomínio. 

“O lugar, o modo de trabalhar, modo de construir, tudo está muito bem organizado, com isso, a gente pensa em ampliar e construir juntos. Em um investimento como esse tudo fica mais fácil para buscar novos mercados e brigar por preços, fora que conseguimos fugir dos caloteiros. O mais importante mesmo é a união dos avicultores para formar as cotas, espero continuar investindo junto com a cooperativa”, comenta Schwambach.

Essa primeira unidade conta também com a participação de produtores rurais de outras regiões do Espírito Santo, como é o caso do cooperado Braz Henrique Fiorot, produtor de café e pimenta do reino na região de Jaguaré. “Eu fiquei sabendo do Condomínio Avícola através de outros cooperados, me interessei pelo assunto e comecei a ler as reportagens veiculadas na imprensa. Me interessei ainda mais pelo projeto, porque acredito que a economia compartilhada será o futuro. É uma coisa maravilhosa ter a oportunidade de participar desse empreendimento. Há muitos anos sou fã da comunidade de Santa Maria de Jetibá, é um munícipio muito progressista e, por isso, venho observando a forma deste povo trabalhar. Agora podendo ver essa realização é muito emocionante, eu me sinto parte”, comenta Fiorot.

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Diretores da Coopeavi e os 13 produtores que assinaram contrato para o condomínio avícola do Espírito Santo

 

Já o cooperado João Luís Sperandio Cott ficou surpreso com o tamanho das estruturas e saiu do complexo produtivo com a certeza de ter realizado a coisa certa ao investir junto com cooperativa que ele faz parte há mais de cinco anos. “É mais que eu esperava antes de chegar aqui, achei que a coisa fosse menor, fiquei surpreso com o tamanho do negócio, agora a gente fica com mais expectativa. Esse investimento é muito interessante pois vamos trabalhar juntos, é um empreendimento participativo”, comenta.

A diversificação das atividades rurais é o que busca o cooperado João Luís Sperandio Cott, produtor de café da região de Baixo Guandu. “Sou filho de produtores de café, por isso continuei na atividade, mas sempre buscando a diversificação das atividades, devido a variação bianual na produção do café”, disse. De acordo com ele, essa oportunidade de diversificar seus investimentos como produtor rural, o motivou a ser cotista neste primeiro galpão.

O Diretor Administrativo Comercial da Coopeavi, Argêo Uliana, reforça o objetivo do condomínio como uma oportunidade para o cooperado. “É um investimento no qual o associado participa junto com a cooperativa para continuar as atividades, que visa beneficiar a todos os envolvidos” comenta. 

Como sócio-fundador da cooperativa, Argêo também relata sua emoção ao ver uma ideia se transformar em realidade em tão pouco tempo. “Lembrar de como iniciamos a cooperativa e ver como está hoje, tudo moderno, é um orgulho que não tem tamanho. Acompanhamos o desenvolvimento, crescemos e desenvolvemos juntos, vendo o progresso da comunidade de Santa Maria de Jetibá e do nosso associado. Na época sonhávamos em crescer, mas nunca pensamos que poderíamos chegar a esse ponto, com toda essa tecnologia”, argumentou Uliana.

A Coopeavi é uma cooperativa que começou apenas com avicultura de postura e hoje é diversificada, com atuação no Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. Fundada em 1964, atualmente conta com aproximadamente 11 mil cooperados, em sua maioria pequenos e médios produtores. Recentemente, incorporou a Pronova, cooperativa de cafeicultores especialistas em qualidade de café.

(A Hora do Ovo, com informações e fotos da assessoria de imprensa da Coopeavi)

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