Produção de ovos cresce em 2025 e Brasil vai construindo sua cultura exportadora na postura, aponta ABPA

Produção de ovos cresce em 2025 e Brasil vai construindo sua cultura exportadora na postura, aponta ABPA

Dados apresentados por Ricardo Santin à imprensa projetam novo avanço para 2026; frango e suínos também fecham o ano com desempenho positivo.

Ovonews

dezembro 03, 2025

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A avicultura de postura brasileira encerra 2025 com resultados expressivos. Segundo dados divulgados nesse dia 3 de dezembro pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país deve produzir 62,25 bilhões de ovos neste ano, volume 6% superior ao de 2024, e se preparar para atingir 66,5 bilhões de unidades em 2026, um novo recorde histórico.

Os números foram apresentados por Ricardo Santin, presidente da ABPA, durante a coletiva anual de imprensa realizada em São Paulo (SP), de forma híbrida, com jornalistas presentes no local (foto no destaque) e acompanhando a coletiva on line. A Hora do Ovo participou do encontro em formato on line.

Santin destacou que o crescimento do segmento de postura reflete o amadurecimento da cadeia produtiva e o fortalecimento da “cultura exportadora” do ovo brasileiro. “Depois de 17 anos, alcançamos uma meta simbólica: exportar mais de 1% de toda a produção nacional de ovos”, afirmou Santin. “O Brasil começa a construir uma verdadeira cultura exportadora na postura comercial.”

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Nas exportações, o volume de ovos deve somar cerca de 40 mil toneladas em 2025, o que corresponde a mais de 1% da produção nacional, um marco inédito para o segmento de ovos brasileiro. O desempenho foi impulsionado principalmente pela forte demanda dos Estados Unidos, que se tornaram o maior importador do produto brasileiro no primeiro semestre de 2025, em meio à crise de influenza aviária no país da América do Norte.

Para 2026, a expectativa brasileira é de novos avanços, com até 45 mil toneladas exportadas, 12,5% a mais que o volume previsto para este ano.

Com o chamado tarifaço imposto pelo governo norte-americano, as vendas externas recuaram no segundo semestre de 2025, mas, ainda assim, o Brasil manteve média mensal de 1,7 mil toneladas exportadas, consolidando mercados como o Japão, México e Caribe, entre outros. “Mesmo com oscilações nos embarques para os Estados Unidos, conseguimos manter o crescimento e diversificar destinos. Isso mostra que o ovo brasileiro ganhou espaço e confiança internacional”, ressaltou o presidente da ABPA. A receita das exportações cresceu 180,2% entre janeiro e outubro, enquanto o volume embarcado subiu 151,2% no mesmo período.

Para 2026, a projeção da entidade é de crescimento de 12% nas exportações. 
O consumo de ovos também é otimista: os brasileiros devem consumir 307 ovos per capita - contra 287 de 2025 -, colocando o Brasil entre os 10 maiores consumidores de ovos do mundo. “O ovo está definitivamente incorporado ao hábito alimentar do brasileiro. Hoje, ele é proteína básica, acessível e símbolo de segurança alimentar”, avaliou Santin

O presidente da ABPA também destacou o protagonismo de grandes grupos produtores, como a Mantiqueira Brasil e a Granja Faria, que vêm impulsionando a internacionalização da cadeia de postura, chegando a países como os Estados Unidos e a Espanha, por exemplo.

Empresas do Nordeste, observou ele, já iniciam operações de exportação para o Caribe e América Central, sinalizando um novo eixo geográfico para a avicultura de postura brasileira.

ENFIM, 2026 É PROMISSOR PARA A PROTEÍNA ANIMAIL BRASILEIRA!

Encerrando sua apresentação, o presidente da ABPA projetou um 2026 “de estabilidade e crescimento moderado” para todas as proteínas animais. O cenário macroeconômico, com inflação sob controle e custos de grãos mais previsíveis, deve favorecer o desempenho da produção e das exportações.

“Temos milho e soja suficientes, biosseguridade reforçada e produtores preparados. Se mantivermos essa trajetória, 2026 será um ano ainda melhor para o Brasil e para o mundo que consome nossa proteína”, concluiu Santin.

NO FRANGO, RECUPERAÇÃO APÓS A INFLUENZA AVIÁRIA E NOVO FÔLEGO NAS EXPORTAÇÕES

A avicultura de corte também encerra o ano de 2025 em alta, conforme os dados da ABPA apresentados aos jornalistas. Mesmo após o episódio isolado de influenza aviária em aves comerciais, o Brasil conseguiu recuperar mercados rapidamente e deve fechar o ano com crescimento de até 0,5% nas exportações, somando aproximadamente 5 milhões de toneladas de carne de frango embarcadas

Santin celebrou a rápida reação do país diante da crise sanitária, lembrando que “em menos de nove meses o Brasil voltou a crescer nas exportações e manteve todos os principais mercados abertos”. A ABPA estima produção total de 15,4 milhões de toneladas de carne de frango em 2025, com aumento de 2% projetado para 2026. “O Brasil mostrou ao mundo sua capacidade de controle sanitário e biossegurança. Nenhum país enfrentou um episódio de influenza e voltou ao crescimento tão rapidamente quanto o nosso”, afirmou Santin.

A disponibilidade interna também aumentou, com 9,98 milhões de toneladas destinadas ao consumo nacional, elevando o consumo per capita para cerca de 47 quilos/ano. Segundo Santin, o desempenho da cadeia de frango reforça a posição do país como maior exportador mundial, com 38,6% do market share global.

BRASIL SE TORNA O TERCEIRO MAIOR EXPORTADOR MUNDIAL DE SUÍNOS

A suinocultura brasileira também vive um ciclo de expansão. O setor deve fechar 2025 com produção de 5,5 milhões de toneladas, das quais 1,49 milhão de toneladas foram exportadas, um aumento de 10% a 11% sobre 2024, segundo a ABPA.

Com esse resultado, o Brasil ultrapassa o Canadá e se consolida como o terceiro maior exportador mundial de carne suína, atrás apenas dos Estados Unidos e União Europeia. O consumo interno também cresceu, chegando a 4,06 milhões de toneladas, ou 19 quilos per capita/ano.

Os principais destinos das exportações foram as Filipinas, que responderam por 42% dos embarques brasileiros, além de China, Vietnã e Chile. A persistência da peste suína africana em países asiáticos segue favorecendo a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. “Estamos mostrando ao mundo a força da nossa suinocultura, que já responde por quase 15% do comércio global. O Brasil se consolidou como fornecedor confiável, sustentável e competitivo”, observou Santin.

(A Hora do Ovo, na cobertura da coletiva de imprensa da ABPA, on line. Foto: divulgação ABPA)

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