MRE Technology consolida modelo de suporte e presença regional e está mais próxima do avicultor

MRE Technology consolida modelo de suporte e presença regional e está mais próxima do avicultor

Em entrevista a A Hora do Ovo, diretores da Moba e MRE Technology detalharam a filosofia que tem guiado o crescimento sustentável da marca no país e reforçaram seu compromisso de longo prazo com o produtor brasileiro.

Ovonews

agosto 26, 2026

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O avanço tecnológico na avicultura de postura comercial brasileira tem exigido das empresas de equipamentos muito mais do que a entrega de máquinas eficientes e de alta precisão. Em um setor com margens operacionais dinâmicas, consumo de ovos em franca ascensão e volumes de produção crescentes, a continuidade operacional tornou-se o grande divisor de águas. Consciente dessa realidade, a MRE Technology — representante da Moba no Brasil e no Paraguai — vem consolidando uma estratégia baseada na descentralização do atendimento técnico e na prontidão no pós-venda.

Em entrevista exclusiva à jornalista Elenita Monteiro, da revista A Hora do Ovo, realizada durante o SIAVS 2026, Euclides da Silva e Renato Tsuchiya, proprietários da MRE Technology, ao lado de Fons Visschers, diretor Regional da Moba para a América Latina (foto no destaque), detalharam a filosofia que tem guiado o crescimento sustentável da marca no país e reforçaram: vender um equipamento de ponta é apenas o primeiro passo de um compromisso de longo prazo com o produtor.

“O avicultor que adquire nossas máquinas vê adiante, ele enxerga o retorno consistente entre três e quatro anos, ele vê o diferencial, seja em serviço, em venda, em informação ou, principalmente, no suporte contínuo da Moba”, explicaram os executivos.

PEÇAS E TÉCNICOS MAIS PRÓXIMOS DAS GRANJAS

Historicamente concentrada na capital São Paulo, a MRE Technology compreendeu a necessidade de fincar raízes mais próximas aos grandes polos produtores de ovos do país. O reflexo mais evidente dessa estratégia está na região de Bastos (SP) — que concentra entre 40% e 60% do volume de equipamentos da empresa no estado —, onde a MRE estabeleceu uma equipe dedicada de cinco técnicos de campo e implantou um ponto focal com estoque de peças de reposição na vizinha Tupã (SP).

A estrutura em Tupã não atende apenas a região de Bastos, Rancharia e Rinópolis; ela funciona também como um centro logístico ágil para atender rapidamente granjas do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Com peças à pronta-entrega e técnicos residentes, elimina-se a necessidade de deslocamento a partir da capital São Paulo.

“O Brasil é um país gigantesco. Falar em suporte 24 horas por 7 dias na semana não pode ser apenas um slogan de folder; tem que ser a realidade do dia a dia”, enfatizou Renato Tsuchiya, diretor da MRE. “Como cerca de 90% dos nossos equipamentos e clientes operam hoje no sistema inline (conectados diretamente aos galpões de postura), o produtor não tem a opção de parar como no sistema offline. Se uma classificadora inline de grande porte fica inoperante por seis horas, o prejuízo financeiro e o acúmulo no fluxo diário de ovos são imensos”, destacaram.

VISÃO INTERNACIONAL: INTEGRAÇÃO, SERVIÇO E SATISFAÇÃO DO CLIENTE

Representando a matriz europeia na América Latina, o executivo Fons Visschers destacou que o crescimento no Brasil nos últimos 10 anos é fruto de um trabalho construído a quatro mãos, no qual a MRE é parte integrante da Moba. Para ele, o grande diferencial que sustenta o volume expressivo de máquinas vendidas na América Latina é a “obsessão” pelo serviço de apoio ao cliente. “A forma como construímos o mercado no Brasil é um exemplo de trabalho realizado em grupo, um mesmo time com duas equipes: Moba e MRE. Temos excelentes equipamentos, impulsionados pela tecnologia e inovação, mas sem o serviço nós poderíamos parar amanhã. O grande destaque do nosso trabalho no Brasil é a qualidade do time local e o foco no atendimento”, afirmou Fons Visschers.

O executivo ressaltou ainda o alto índice de satisfação registrado nas granjas brasileiras. “Fico extremamente feliz com os resultados comerciais, mas fico ainda mais feliz com o feedback que recebemos dos clientes. Eles relatam estar muito satisfeitos tanto com o desempenho do equipamento quanto com a forma como são atendidos no Brasil. É uma relação de parceria e não apenas de venda e instalação”, orgulha-se.

Essa integração inclui também a troca internacional de experiências. Durante a feira VIV Europe, em Utrecht (Holanda), em junho, a Moba e a MRE promoveram a ida de avicultores brasileiros para conhecerem de perto as tendências da avicultura europeia e trocarem conhecimento com produtores de outros países. “Investimos muito tempo e esforço nessa conexão entre clientes. O avicultor brasileiro é referência global na produção de proteína e está cada vez mais próximo dos padrões e tecnologias mais avançados do mundo”, pontuou a equipe da MRE, que esteve presente no SIAVS 2026, onde aconteceu a entrevista feita pela A Hora do Ovo.

SUPORTE HUMANIZADO E VALORIZAÇÃO DO TIME TÉCNICO

A consolidação desse modelo de atendimento exige um elevado grau de engajamento da equipe de campo. A rotina da avicultura exige manutenções preventivas e corretivas executadas, muitas vezes, fora do expediente convencional — durante a madrugada ou à noite — para ajustar os equipamentos sem interromper a rotina diária de classificação.

“Montar um time de serviços na avicultura é um desafio, exatamente pelas condições de trabalho fora do horário comercial. Não se trata apenas de remuneração; pagar bem é obrigação, mas não resolve tudo; é preciso um tratamento diferenciado. Nossa equipe é tratada como família, pois dependemos inteiramente deles para manter a confiança e a satisfação do cliente”, contextualizou Euclides da Silva, gerente de vendas da MRE.

Para manter o padrão de excelência, todos os técnicos brasileiros passam por treinamentos presenciais e reciclagens na fábrica da Moba, na Holanda, garantindo atualização constante em relação às inovações tecnológicas e ao acompanhamento de pós-venda.

CRESCIMENTO CONSCIENTE E PLANOS DE EXPANSÃO

Questionados sobre os novos horizontes da empresa, os diretores revelaram que a MRE planeja dar passos graduais e bem estruturados. Regiões de forte densidade avícola, como o Espírito Santo e o Mato Grosso, além de investimentos contínuos de marketing e participação em feiras no Nordeste — que já vêm trazendo retorno comercial em novos contratos —, estão no plano de expansão física da empresa.

No entanto, a diretoria reforça uma postura cautelosa: o crescimento comercial jamais deve superar a capacidade de atendimento. “Toda empresa quer crescer, mas vendemos solução, não problemas. Se vender uma máquina hoje significar que daqui a dois anos o cliente ficará sem suporte ou sem peças, a máquina, na verdade, se transforma em um problema. Por isso, antes de avançar para uma nova região — seja no Nordeste ou no Sul —, nos preocupamos em ter a estrutura exata para suportar esse crescimento daqui a dois ou quatro anos.”

Um crescimento sem assistência gera um marketing negativo que custa muito caro, analisam, garantindo que todo o foco é ter técnicos para atender, o mais rápido possível, às granjas com necessidade de consertos ou ajustes nas máquinas Moba inline (ajustes sendo feito à distância) por técnicos muito bem treinados na Holanda. Segundo eles, é cada vez mais raro o conserto ou ajuste presencial, mas, sendo necessária a presença do técnico na granja do cliente, sempre haverá alguém a postos para se dirigir o mais rapidamente possível para lá.

TECNOLOGIA DISPONÍVEL DO PEQUENO AO GRANDE PRODUTOR

Embora a marca Moba seja fortemente associada às grandes linhas industriais de alta velocidade e automação, a MRE Technology reforça o empenho em atender avicultores de todos os portes. O portfólio global da Moba contempla desde equipamentos manuais compactos (como modelos de 9, 19 e até 60 caixas/hora) até os grandes complexos automatizados.

“Existe um mito de que a Moba só atende grandes produtores, mas a verdade é que temos equipamentos para todas as escalas. A questão da eficiência e da redução de perdas é universal: uma perda percentual de 2% a 3% afeta tanto quem produz 100 mil ovos/dia quanto quem produz milhões a cada dia. Estamos estruturando nossa capacidade de atendimento para, gradativamente, chegar com a mesma excelência de serviços aos pequenos e médios produtores brasileiros”, concluíram.

Ao final da conversa com A Hora do Ovo, os proprietários da MRE reforçaram que a atual fase da empresa está pautada no trabalho em equipe, no investimento contínuo em pessoas e na responsabilidade pós-venda. Assim, a MRE Technology e a Moba reafirmam sua parceria nas bases fundamentais que as motivaram desde o início, há 10 anos: o desenvolvimento e a modernização da postura comercial no Brasil.

(A Hora do Ovo. Fotos: Elenita Monteiro)

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