Como a FS controla cada etapa de produção do FS Essencial para entregar consistência na nutrição de aves de postura

Como a FS controla cada etapa de produção do FS Essencial para entregar consistência na nutrição de aves de postura

Da chegada do milho à expedição do produto final, a empresa integra tecnologia, controle industrial, rastreabilidade e inovação para garantir padronização e segurança em toda a cadeia produtiva.

Ovonews

agosto 26, 2026

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A estabilidade nutricional do produto depende de um sistema rígido e rastreável que transforma o milho em ingredientes de alta precisão. É com essa premissa que a FS a qualidade no processo de produção do FS Essencial. É a qualidade FS o fator de sucesso por trás da nutrição que vai conquistando a avicultura de postura no país.

Na moderna avicultura de postura, a palavra de ordem é controle. O produtor de ovos sabe perfeitamente que qualquer oscilação no manejo, na ambiência ou na nutrição pode cobrar um preço alto na persistência de postura, na qualidade da casca ou na uniformidade do lote. Eficiência nutricional, segurança alimentar e previsibilidade, portanto, são fatores estratégicos.

Se dentro da granja o nível de exigência técnica atingiu patamares quase cirúrgicos, o mesmo rigor deve ser cobrado da indústria que fornece os ingredientes para as rações. Isso porque a variabilidade das matérias-primas ainda é um dos grandes gargalos para os nutricionistas ao formular eficientemente a ração.

Para demonstrar que qualidade não é uma consequência casual, mas sim uma construção de engenharia e disciplina operacional, mergulhamos no Sistema de Excelência Integrada da FS Fueling Sustainability. Com três unidades em operação no Mato Grosso e mais duas em construção, a companhia que é pioneira no Brasil na produção de etanol de milho e a principal produtora de HPDDG — grãos secos de biorrefinaria com alto teor de proteína — produto da biorrefinaria de milho, estruturou um modelo industrial focado na padronização do HPDDG (High Protein Distillers Grains, em português, grãos secos de destilaria com alta proteína), ingrediente que os produtores de ovos conhecem com o nome de FS Essencial. O produto chega às fábricas de ração das granjas brasileiras com o mesmo critério e rigor que o avicultor exige na produção de seus ovos.

A BLINDAGEM NA RECEPÇÃO

É impossível gerar um produto padronizado se a matéria-prima de entrada for uma incógnita. Na FS, a engenharia de construção da qualidade já começa na chegada do milho. A empresa realiza a classificação de 100% das cargas que chegam às três unidades no Mato Grosso através de uma metodologia rigorosa e transparente.

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Valquíria Donadello, coordenadora de qualidade corporativa da FS, detalha: “Todos os caminhões que trazem o milho são amostrados de acordo com o tamanho do veículo e a quantidade em toneladas, seguindo uma malha de pontos de coleta rigorosa. Esse produto amostrado é enviado para a classificação, onde os operadores organizam o material sem saber quem é o fornecedor, o produtor ou o transportador. É o que chamamos de avaliação às cegas”. Segundo Valquíria, o operador recebe apenas o código de barras do caminhão. “Isso garante imparcialidade total na classificação”, explica.

Os classificadores avaliam o grão com base na Instrução Normativa nº 60 do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Parâmetros cruciais como umidade, percentual de grãos avariados, impurezas e carunchados são inseridos diretamente no sistema SAP. “O sistema já é parametrizado de forma automatizada. O operador não tem o poder de alterar as variáveis de corte. Se a carga estiver fora do padrão estabelecido pela legislação ou pelas exigências internas da FS, o próprio sistema recusa o recebimento e bloqueia a descarga”, complementa Valquíria.

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Além da análise física imediata, o controle de contaminantes é implacável. Amostras de milho são encaminhadas para laboratórios externos e internos para a quantificação de micotoxinas. “O controle não é feito apenas pensando na nutrição animal, pois ele impacta todo o processo biológico da planta”, explica o zootecnista Rodrigo Galli, gerente de Marketing da FS. “Se houver micotoxinas altas no milho, a própria levedura da fermentação é afetada. Por isso, a tolerância e o monitoramento seguem padrões rígidos internacionais.”

Após o recebimento e armazenamento do milho, ele é moído e processado. Durante esse processo são feitas amostragens para controle da produção. No final, após a conversão do amido em etanol, são produzidos os farelos — seco e úmido — que são avaliados durante o processo, na entrada do armazém e na certificação final para expedição. “Monitoramos o produto em vários pontos da produção. Se detectamos variações, ajustamos para manter a padronização. Toda a produção da planta depende disso”, indica Rodrigo.

A FORÇA DA ESTRUTURA

Garantir a consistência em larga escala exige uma estrutura robusta também sustentada por programas consolidados de segurança do alimento. A FS conta com um exército técnico voltado exclusivamente para essa missão. Entre o time corporativo de estratégia e as equipes alocadas diretamente nas indústrias, são quase 50 profissionais — divididos entre engenheiros de processos, especialistas de qualidade e analistas de laboratório — que mantêm a operação sob vigilância permanente.

MARINA

A base dessa engrenagem operacional baseia-se no Programa de Pré-Requisitos (PPR), nas Boas Práticas de Fabricação (BPF) e no rigoroso sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP). Marina Zilio Urbanski Mocheuti, especialista de qualidade e responsável pelas certificações da companhia, explica que o HACCP mapeia exaustivamente os riscos físicos, químicos e biológicos em cada microetapa da planta.

“Se identificamos, por exemplo, o risco químico de contaminação por vazamento de graxa em um redutor, implementamos preventivamente o uso compulsório de lubrificantes de grau alimentício. Para mitigar riscos físicos, como o desprendimento de alguma partícula metálica de um equipamento, temos ímãs de alta intensidade instalados em pontos estratégicos do fluxo para retenção imediata. Já para os riscos microbiológicos, os secadores atuam como o ponto de controle térmico definitivo, eliminando patógenos de importância sanitária como a Salmonella”, elucida Marina.

Toda essa disciplina converte-se em passaportes para os mercados mais exigentes do Brasil e do mundo. A FS detém a certificação internacional GMP+ FSA (Feed Safety Assurance), a maior e mais respeitada chancela de segurança de alimentos para animais do globo, amplamente exigida no mercado europeu. Somam-se a ela a ISO 9001 — focada na padronização de processos e na gestão ativa da satisfação do cliente, incluindo auditorias anuais e pesquisas formais pós-venda — e as certificações de cunho religioso Halal e Kosher, que atestam a conformidade e a pureza do processo produtivo para as comunidades islâmica e judaica, respectivamente.

A companhia também é certificada como Empresa Amiga do Bem-Estar Animal para aves pela Fair & Food, reconhecimento que garante que os ingredientes para nutrição animal são livres de resíduos, como antibióticos, e reforça o compromisso com o bem-estar animal e a sustentabilidade na produção, do início ao fim da cadeia.

A ENGRENAGEM 360°

MILENA
Um dos grandes diferenciais da FS é a integração sinérgica entre os departamentos. A estrutura foi desenhada sob o conceito de Área de Excelência Integrada, que reúne laboratório, qualidade, engenharia de processos e melhoria contínua na mesma mesa de decisões. “Nossa atuação tem uma visão 360 graus. Não olhamos apenas para o produto isolado; monitoramos desde o recebimento do grão até as utilidades da fábrica, como a captação e o tratamento de água, e a qualidade da biomassa que alimenta as caldeiras”, pontua Milena Cristina Balbinot, supervisora de processos e melhoria contínua da FS.

A sinergia entre as áreas é permanente. “Temos reuniões semanais de gestão de rotinas, mas se o FS Essencial apresentar qualquer desvio milimétrico na especificação, como uma oscilação no teor de óleo ou de amido residual, nós investigamos a causa raiz imediatamente, de forma conjunta entre as áreas de processos, qualidade e produção”, revela Milena.

Outro ponto essencial diz respeito à secagem indireta do produto. Em muitas indústrias de destilação de combustíveis, o farelo entra em contato direto com os gases de combustão ou vapores gerados pela queima de biomassas genéricas, o que pode carrear metais pesados, dioxinas e furanos para o produto, que é destinado à nutrição animal. Na FS, o controle da biomassa (como cavaco de eucalipto originário de florestas plantadas) é restrito e qualificado. “No nosso sistema de secagem, o produto não tem contato direto com o vapor ou fumaça. O vapor circula por dentro de tubulações fechadas e o farelo é seco por transferência térmica indireta nas paredes externas desses tubos. Isso elimina o risco de contaminantes ambientais e, mais importante, evita o superaquecimento do farelo. O controle de temperatura e tempo é rígido para evitar a Reação de Maillard”, explica Valquíria Donadello. Essa reação ocorre quando o calor excessivo carameliza os açúcares e complexa os aminoácidos — especialmente a lisina — tornando a proteína indisponível para a digestão do animal. Controlar a secagem significa garantir que os 40% a 45% de proteína anunciados no rótulo sejam, de fato, aproveitados pela ave de postura na granja.

DECISÃO BASEADA EM DADOS

NIR

Para dar velocidade e precisão a todo esse sistema, os laboratórios internos da FS não param nunca e são equipados com o que há de mais avançado em tecnologia NIR (Near-Infrared Spectroscopy). Contudo, o grande trunfo técnico da empresa não está na máquina em si, mas no desenvolvimento de curvas de calibração próprias e exclusivas. “Nós desenvolvemos e alimentamos curvas matemáticas específicas para cada um de nossos produtos: uma curva para o FS Essencial, uma para o FS Ouro e outra para o FS Úmido. Isso confere uma confiabilidade analítica extrema para as tomadas de decisões rápidas na expedição”, especifica Valquíria.

Para validar a precisão matemática do NIR, o laboratório realiza diariamente análises via química convencional para checagem cruzada. A quantificação de proteína bruta é realizada por sistemas automatizados de combustão e a análise de extrato etéreo (teor de gordura bruta) segue um protocolo rigoroso de hidrólise ácida.

IMPACTO NA AVICULTURA

Toda essa engenharia de processos e obsessão pelo controle analítico se traduzem em vantagens econômicas e zootécnicas tangíveis dentro das granjas de postura do país. Quando o nutricionista da granja insere o FS Essencial na matriz de formulação, ele deixa de trabalhar com margens de segurança excessivamente conservadoras — que encarecem o custo da tonelada de ração — porque sabe que a variabilidade do ingrediente é controlada e mínima. “O importante não é eliminar totalmente a variabilidade porque todo ingrediente possui variações. O fundamental é fazer a gestão dessa variabilidade”, indica Rodrigo Galli, demonstrando o processo que acompanha a evolução da indústria de etanol de milho no Brasil e reforçando o papel dos DDGs como ingredientes cada vez mais técnicos, padronizados e estratégicos para a produção animal moderna.

RASTREABILIDADE TOTAL

O ciclo de excelência da FS fecha-se com a expedição e a logística reversa de dados. Assim como as granjas modernas controlam os lotes de ovos desde o galpão até as gôndolas do supermercado, a FS assegura a rastreabilidade total do processo. Cada lote que sai da companhia possui uma certidão diária de análises bromatológicas anexada à nota fiscal, e contra-amostras físicas de cada carregamento são guardadas em arquivo sob atmosfera controlada durante todo o período de validade comercial do produto.

Até mesmo o transporte para o cliente é auditado de forma intransigente. “Cem por cento dos caminhões que chegam para carregar passam por um check-list rigoroso de inspeção visual”, conta Valquíria. “Se o compartimento de carga apresentar qualquer sinal de umidade, resíduos de cargas anteriores, odores estranhos ou falhas estruturais de vedação, o caminhão é reprovado pelo nosso time. O motorista precisa realizar a limpeza e a adequação completa fora da planta da fábrica antes de ser reavaliado. Não podemos colocar em risco semanas de monitoramento rigoroso dentro da indústria permitindo um transporte inadequado”, indica Valquíria.

O valor nutricional e a segurança do alimento de um ingrediente não nascem por acaso. O FS Essencial demonstra que o mesmo nível de disciplina, rastreabilidade e controle contínuo exigido para que um ovo de excelente qualidade chegue à mesa das famílias brasileiras já está implementado e consolidado nas biorrefinarias da FS. Para o avicultor moderno, isso significa segurança ao produzir o ovo, previsibilidade zootécnica e rentabilidade real na hora de formular.

(Reportagem publicada originalmente na revista A Hora do Ovo 140)

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