Bronquite Infecciosa Aviária: prevenção é aliada para reduzir impactos na produção

Bronquite Infecciosa Aviária: prevenção é aliada para reduzir impactos na produção

Altamente contagiosa e de rápida disseminação, a doença pode atingir quase todo o lote e comprometer o desempenho das aves e a produção de ovos.

Ovonews

novembro 04, 2026

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A Bronquite Infecciosa Aviária (BI) é uma das enfermidades virais de importância para a avicultura, especialmente por sua alta capacidade de disseminação e pelos diferentes impactos que pode provocar na saúde das aves e nos resultados produtivos. Embora seja frequentemente associada a manifestações respiratórias, a doença também pode comprometer os rins e o sistema reprodutivo, com consequências que variam de acordo com fatores como a idade e o status imunológico das aves, a variante viral envolvida e as condições ambientais e sanitárias do lote.

Causada pelo vírus da bronquite infecciosa (IBV), um coronavírus aviário, a doença acomete galinhas e se caracteriza pela rápida disseminação. A transmissão pode ocorrer pelo ar, pelo contato direto entre as aves e, de forma indireta, por meio de água, alimentos, equipamentos e roupas contaminadas. Em lotes afetados, a morbidade pode se aproximar de 100%, evidenciando a dimensão do desafio sanitário.

“A Bronquite Infecciosa exige atenção justamente pela facilidade com que pode se disseminar dentro do lote e pela diversidade de manifestações clínicas. Nem sempre o problema estará restrito aos sinais respiratórios mais conhecidos. Por isso, reconhecer rapidamente alterações no comportamento, no desempenho ou na produção das aves é fundamental para investigar a causa e adotar as medidas sanitárias adequadas”, explica Josias Rodrigo Vogt, gerente de Serviços Técnicos de Aves da Zoetis Brasil.

Embora a mortalidade fique em torno de 5% na maioria dos surtos, ela pode chegar a 60% quando a doença é agravada por infecções bacterianas concomitantes ou está associada a cepas nefropatogênicas, capazes de provocar comprometimento renal¹. A gravidade dos quadros também pode variar de acordo com fatores como a idade e o status imunológico das aves, as características da cepa viral, as condições ambientais e a presença de outros agentes infecciosos.

Os impactos, no entanto, não se restringem à mortalidade. Em aves jovens, a infecção pode comprometer o consumo de alimento e o ganho de peso. Nas poedeiras, a produção de ovos pode cair até 70%, além de ocorrerem alterações de qualidade¹, como ovos menores ou deformados e cascas finas, enrugadas ou frágeis. A recuperação dos níveis de produção e da qualidade dos ovos pode levar até oito semanas.

“Quando falamos em Bronquite Infecciosa, é importante olhar além do período em que os sinais clínicos estão presentes. Dependendo do momento da infecção e dos órgãos comprometidos, os efeitos podem se prolongar e interferir em indicadores importantes, como ganho de peso, manutenção dos níveis de produção e qualidade dos ovos. Isso mostra como saúde e desempenho produtivo estão diretamente relacionados dentro da granja”, afirma Josias.

Nesse contexto, diagnóstico, monitoramento, biosseguridade e vacinação devem atuar de forma integrada. A definição dos programas vacinais precisa considerar os desafios epidemiológicos de cada região, as características do sistema produtivo e a avaliação do médico-veterinário. Além da escolha das vacinas, aspectos relacionados ao manejo e à correta aplicação também são fundamentais para a construção da proteção ao longo do ciclo produtivo.

“Não existe uma estratégia única que possa ser simplesmente replicada em todas as granjas. É preciso entender os desafios sanitários de cada realidade, conhecer os agentes circulantes e, a partir dessas informações, estabelecer um programa de prevenção adequado. Nesse processo, além da definição da estratégia vacinal, fatores como a correta aplicação das vacinas, a biosseguridade e o monitoramento dos resultados são fundamentais para o controle da doença”, reforça Josias.

Entre as soluções disponíveis no portfólio da Zoetis está a Poulvac® Mix-6, vacina inativada que auxilia na prevenção da Bronquite Infecciosa Aviária e de outras enfermidades relevantes para a produção, como doença de Newcastle, Síndrome da Queda de Postura e Coriza Infecciosa Aviária.

Para a Zoetis, o enfrentamento dos desafios sanitários na avicultura exige uma abordagem que combine prevenção, conhecimento científico, monitoramento e proximidade com os profissionais que acompanham a realidade das granjas. Nesse sentido, a companhia atua ao lado de médicos-veterinários e produtores, apoiando a construção de programas sanitários alinhados às particularidades dos diferentes sistemas produtivos.

“Na avicultura, antecipar os desafios sanitários é essencial para proteger a saúde das aves e contribuir para a eficiência da produção. Nosso compromisso é estar ao lado dos médicos-veterinários e produtores, unindo ciência, inovação, soluções e conhecimento técnico para apoiar decisões cada vez mais assertivas e estratégias de prevenção adequadas às necessidades de cada granja”, conclui Josias.

(A Hora do Ovo, com conteúdo enviado pela assessoria de imprensa da Zoetis. Imagem: edição com IA)

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