Prevenção à influenza aviária é prioridade para a Ubabef em 2014
Embora o Brasil nunca tenha registrado um foco da doença, nunca é demais prevenir, colocando objetivos estratégicos, acredita a entidade.
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| Francisco Turra, da Ubabef: setor deve ficar em alerta |
A prevenção à influenza aviária foi um dos principais destaques da reunião ocorrida no dia 9 de dezembro reunindo representantes de três câmaras setoriais da Ubabef, a União Brasileira de Avicultura. A reunião, que aconteceu na sede da entidade, em São Paulo, contou com a participação das câmaras de casas genéticas, de sanidade e produção, e de rações, insumos biológicos e farmacêuticos. Compuseram os trabalhos os diretores da Ubabef, Francisco Turra (presidente), Ricardo Santin, diretor de mercados, Ariel Mendes, diretor de produção, e José Perboyre, diretor administrativo e financeiro.
O encontro, que teve como objetivo delinear as prioridades do trabalho conjunto das três câmaras em 2014, também abordou o Programa de Compartimentação da Avicultura Brasileira (que divide a produção em compartimentos), mercados prioritários para abertura ao setor de genética brasileiro e missões internacionais, entre outros assuntos. É preciso estar preparado para os desafios de 2014, disseram os diretores. Em relação à prevenção contra a influenza aviária, Francisco Turra, o presidente da Ubabef, considerou: “Teremos em 2014 grande presença de estrangeiros em nosso território, o que coloca o setor em alerta quanto a eventualidades sanitárias”.
Nesse sentido, o diretor Ariel Mendes afirmou a disposição em buscar consenso para essa tarefa, e também unir forças para manter fortes os setores avícolas da América do Sul. “Vamos buscar envolver autoridades sanitárias dos governos no Mercosul para estruturar uma ação conjunta, com o objetivo de blindar nossa produção”, comentou Mendes, referindo-se aos trabalhos que a Ubabef promoverá junto ao Comitê Veterinário Permanente do bloco.
A entidade brasileira também está debatendo a realização de um seminário Internacional, focado em estratégias de prevenção, capacitação ao diagnóstico e monitoramento de focos internacionais. O evento será promovido em conjunto com entidades dos países do Cone Sul. Embora nunca tenha havido registro de influenza no Brasil, nada justifica ficar de braços cruzados, acredita o presidente Turra. Exatamente por esse motivo é que ele acredita ser fundamental ampliar os esforços, “para que, em um momento de tão elevada exposição, nosso país mantenha tão valioso status sanitário”, confirmou o executivo, durante a reunião.
