MAPA pode atender produtores prejudicados pela greve dos caminhoneiros
Ministro Blairo Maggi disse que os recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) podem ser remanejados; ministério anuncia o plano na próxima semana.
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| Blairo Maggi: plano safra amplo |
O Ministério da Agricultura e Pecuária, nas palavras do titular da pasta, o ministro Blairo Maggi, pode ajudar avicultores prejudicados pela greve dos caminhoneiros. O próprio ministro falou sobre o assunto, em São Paulo, enquanto participava do Fórum de Investimentos Brasil 2018, no dia 29 de maio. O recurso, segundo o ministro, deverá ser direcionado dentro do Plano Agrícola e Pecuário (PAP), a ser anunciado na próxima semana.
“Temos um plano safra bastante grande. E é claro que o ministério tem na sua atribuição fazer política agrícola. Se nesse momento, for importante deslocar algum recurso para as cooperativas, para os produtores se reorganizarem, em detrimento até de um novo projeto de investimento, faremos isso, sem nenhum problema.”
Uma reunião com representantes de entidades do setor de proteína animal, de acordo com Blairo Maggi, permitirá saber melhor o tamanho dos prejuízos e das necessidades de crédito. “Algumas áreas perderam muito plantel e o plantel é o capital do produtor”, observou.
A utilização do Plano Agrícola e Pecuário para remanejar recursos é colocada como única alternativa de espaço fiscal para atender ao setor. “Com o teto de gastos que temos, para colocar algo, outro tem que sair, e a política agrícola vai seguir isso também com muito cuidado”, disse o ministro.
O ministro considerou a greve um episódio fora da curva, que não atrapalha investimentos no país. “A gente vive num país livre, democrático. Agora tem que juntar os dados, aprender a lição de tudo o que aconteceu e seguir em frente”.
“Participamos de um mercado de produção de alimentos de mais de 150 países e as pessoas conhecem a qualidade do produto brasileiro, sabem da regularidade do fornecimento”, frisou. “Acho que o mais importante é que, apesar do que aconteceu, o país estará presente no mercado, no ano que vem, daqui dez anos, 20 anos, e é isso que faz com que o país seja atrativo para investimentos”.
