Casca de ovo pode se transformar em ingrediente para o biodiesel
Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais mostra como reaproveitar os restos de casca de ovos na produção do combustível.
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| Casca de ovo pode ser utilizado como catalisador no biocombustível |
Mostrando que a pesquisa tem canal direto com o mercado, a Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, vem desenvolvendo um trabalho que pode provar a importância da casca do ovo em mais um setor da vida cotidiana: os biocombustíveis. Reportagem divulgando esse trabalho foi realizada pelo jornal O Tempo, de Belo Horizonte (MG), em agosto deste ano. A jornalista Camila Bastos escreveu sobre o assunto, apresentando aos leitores do periódico como a UFMG está pesquisando o assunto, visando otimizar, baratear e tornar ainda mais limpa a produção do biodiesel utilizando, para isso, a casca do ovo. Confira a reportagem:
“O Brasil é hoje o segundo maior produtor mundial de biodiesel. O país utiliza o combustível, inclusive, misturado ao diesel convencional (cerca de 5% do diesel comprado nos postos brasileiros é composto pelo biodiesel), mas ainda é uma matriz energética de produção cara. “A gente tem que fazer todo o possível para abaixar o custo, desde procurar óleos mais baratos (que são responsáveis por 80% do custo final) e catalisadores também”, explica a responsável pelo projeto, Vânya Pasa, do departamento de química.
Ela desenvolveu a pesquisa com recursos da Agência Nacional de Petróleo, com o auxílio do bolsista Gustavo Reis. Na pesquisa, a casca de ovo atua como catalisador – ou seja, acelera a reação química. Assim, é possível substituir os catalisadores homogêneos, que danificam os motores no qual o combustível é utilizado e, por isso, é preciso lavar o produto várias vezes antes da comercialização.
No caso das cascas de ovo, ´limpar o biodiesel fica bem mais fácil: é preciso apenas filtrar o produto. A matéria-prima também é mais acessível – no estudo foram utilizados resíduos ´de casca de ovo do restaurante universitário. Em uma aplicação em larga escala, podem ser feitas parcerias com empresas alimentícias.
A novidade também pode beneficiar o agronegócio. Com a orientação de um técnico e o maquinário necessário, é possível produzir a energia e o combustível usado em pequenas e médias propriedades.”
