ABPA divulga números finais dos prejuízos com a greve dos caminhoneiros
Entidade maior da avicultura brasileira informa que, apesar das perdas de animais, o reinício do fluxo de ração tirou do risco 1 bilhão de aves mortas.
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| Ricardo Santin, durante a greve: custos extras ao setor |
A Associação Brasileira de Proteína Animal, a ABPA, divulgou no dia 5 de junho os números consolidados referentes aos prejuízos causados pela paralisação dos caminhoneiros. A greve, promovida pela categoria dos transportadores, aconteceu entre os dias 21 e 31 de maio, em todo o país, e causou prejuízos gigantescos à avicultura brasileira.
Segundo a ABPA, todas as 167 unidades frigoríficas que haviam suspendido a produção durante a paralisação dos caminhoneiros, retomaram as atividades na semana que teve início no dia 4 de junho. “Conforme os últimos números consolidados pela ABPA junto aos seus associados, a paralisação gerou impactos totais de R$ 3,150 bilhões ao setor produtor e exportador de aves, suínos, ovos e material genético”.
Ainda na mesma nota, enviada à imprensa, a entidade informa que, “apesar das perdas de animais registradas, o reinício do fluxo de ração no campo evitou que um plantel de cerca de 1 bilhão de cabeças continuasse em risco”. E prossegue:
“A reorganização da cadeia produtiva e da distribuição de produtos após a suspensão das atividades durante a greve gerará custos extras ao setor. Em outras palavras, até que se reestabeleça toda a sistemática setorial, ficará mais caro às indústrias produzir cada quilo de carne e cada unidade de ovo. Haverá a necessidade de aumento da oferta de linhas de crédito para a manutenção da retomada da cadeia agroindustrial.
Nesse contexto, a ABPA manifesta sua preocupação com a elevação dos custos produtivos devido à forte alta dos preços do milho e da soja (que oneravam a produção de proteínas antes da greve dos caminhoneiros) e ao estabelecimento da tabela de frete mínimo. Por serem setores intensivos em uso rodoviário (com transporte de animais vivos, ração, insumos e outros) a avicultura e a suinocultura serão fortemente impactadas pelos novos custos logísticos.”
A ABPA faz questão de ressaltar que “mesmo com todos os desafios que estão em pauta e com a natural queda da oferta de produtos decorrentes da greve, a avicultura e a suinocultura continuam comprometidas com o restabelecimento do fluxo de alimentos e com a segurança alimentar da população brasileira.”
