Valor agregado à proteína brasileira e olhar do mercado financeiro serão temas no Fórum sobre bem-estar animal
Evento presencial organizado pela COBEA e Produtor do Bem reúne especialistas em São Paulo, no dia 7 de maio.
As perspectivas e os desafios da cadeia de produção de proteína animal no Brasil serão tema do Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal – Alinhando Propósito, Mercado e Performance. O evento inédito trará debates em torno da dinâmica de mercado e da cadeia, credibilidade, agregação de valor ao produto e o olhar dos agentes financeiros sobre o tópico em seus painéis. Organizado pela Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) e por sua idealizadora, a Produtor do Bem Certificação, o evento ocorre no dia 7 de maio no Radisson Blue, na capital São Paulo (SP).
A abertura do Fórum terá como tema Estratégia, política e o papel do agro na nova ordem econômica, apresentado por Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Em seguida, ele participa do painel Mercados em movimento: Bem-estar e sustentabilidade na agregação de valor à proteína brasileira, mediado por Sullivan Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Participam também Fabricio Delgado (no destaque, o primeiro à esquerda), consultor em agronegócio e sustentabilidade, e Sheila Guebara, diretora de Sustentabilidade da Seara.
“O evento vai tratar de um tema extremamente contemporâneo e eu diria hoje real”, comenta Fabrício Delgado. Ele diz que, “ao longo do tempo a gente vem falando em bem-estar animal, vem tratando o bem-estar animal e hoje estamos vivendo na realidade o bem-estar animal. Esse é um evento preparado para tratarmos dos assuntos referentes ao tema e que estamos vivendo na prática.”
De acordo com Sheila Guebara, eventos e discussões do setor são importantes para avançar no bem-estar animal de forma inclusiva, garantindo que produtores de diferentes portes acompanhem a evolução técnica. “Meu foco na discussão será mostrar como a integração entre eficiência produtiva, bem-estar animal e inovação tecnológica vem se consolidando como um diferencial competitivo na agregação de valor à proteína brasileira. Diante da crescente demanda global — com a população projetada para 10 bilhões até 2050 —, a eficiência deixa de ser apenas operacional e passa a ser estratégica, diretamente ligada à sustentabilidade e à segurança alimentar”, comenta.
A diretora de Sustentabilidade da Seara ressalta que práticas de bem-estar animal são fundamentais para garantir que a produção acompanhe a demanda global de forma resiliente e sustentável. “Para produtores e consumidores o impacto é direto: quem cumpre metas de bem-estar tende a ser melhor remunerado, mostrando que ser sustentável também é rentável”, destaca.
AGENDA ESG CRESCENTE
O segundo painel do encontro será Capital e competitividade: O olhar do mercado financeiro sobre o futuro da proteína animal, que terá mediação de Celso Funcia Lemme (no destaque, o terceiro da esquerda para a direita), doutor em Administração de Empresas com concentração em Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Completam o debate o consultor e sócio-líder da ABC Associados, Aron Belinky; a head de Riscos Socioambientais do Santander, Maria Silvia Chicarino (no destaque, a primeira à esquerda); e o analista de Investimentos Sustentáveis (ESG) da Régia Capital, Bruno Bernardo (no destaque, o segundo à esquerda).
Para o moderador do painel, a agenda ESG pode ajudar o mercado de investimentos a entender e valorizar melhor o bem-estar animal nos setores que envolvem o manejo de animais. “O analista de mercado precisa acompanhar essa mudança em curso. Nem sempre é evidente como as práticas de bem-estar animal impactam o valor de uma empresa, mas a agenda ESG ajuda a tornar isso mais claro, mostrando o tema como um fator de inovação, geração de valor e adaptação às novas demandas da sociedade”, pontua.
AVALIAÇÃO DE RISCO E GESTÃO
Segundo Maria Silvia, do Banco Santander, um marco importante para a agenda ESG no mercado financeiro foi a Resolução CMN nº 4.327, de 2014, que definiu diretrizes para a gestão de riscos socioambientais. Desde então, o tema passou a ser cada vez mais incorporado à análise de risco e às decisões de crédito.
“Hoje, a capacidade de gestão socioambiental dos clientes é central na avaliação de risco. Nesse contexto, o bem-estar animal ganha relevância, especialmente na cadeia de proteína animal, por estar ligado a riscos reputacionais, operacionais e de mercado. No Santander, esse tema já faz parte da análise socioambiental e influencia diretamente a concessão de crédito”, explica.
Ela acrescenta que empresas com boa gestão socioambiental tendem a ter desempenho mais consistente no longo prazo, com maior previsibilidade e resiliência, fatores valorizados pelo mercado financeiro. Também destaca que fóruns como esse ampliam a visibilidade do bem-estar animal, promovem o diálogo, alinham expectativas e ajudam a posicionar o Brasil no cenário internacional.
Para Bruno Bernardo, da Régia Capital, o mercado financeiro está caminhando e adotar os protocolos e certificações de bem-estar animal pode ser um divisor de águas para viabilizar o financiamento de produtores rurais. “Na Régia Capital, por exemplo, temos políticas e critérios de investimentos bastante rigorosos envolvendo proteína animal; a preocupação e o cuidado com o bem-estar animal é um dos critérios mínimos esperados para que um investimento possa vir a ser considerado sustentável”, afirma.
Ele observa que atrelar boas práticas de bem-estar animal pode contribuir com ganhos financeiros, uma vez que aumenta a eficiência da produção, pode aumentar o valor agregado do produto e pode reduzir emissões de gases de efeito estufa. “Para os investidores, esse evento reforça uma movimentação do mercado e um amadurecimento do tema no mercado brasileiro”, complementa.
RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
Para Leonardo Thielo de La Veja, sócio-fundador da Produtor do Bem e cocriador da COBEA, a escolha dos nomes e temas para o evento demonstra e visão estratégica da organização em abranger os vários aspectos-chaves que impactam a evolução do bem-estar animal no Brasil. “Teremos uma programação que nos dará uma visão macro de como mercado e cadeia de valor podem atuar conjuntamente para facilitar os avanços, em benefício de ambos no país”, observa.
A diretora-executiva da COBEA, Elisa Tjarnstrom, acredita que esse primeiro Fórum irá mostrar que o bem-estar animal é hoje uma realidade que traz desafios, mas com amplas oportunidades para quem entender sua importância. “O tema está em evidência e nesse Fórum teremos a oportunidade de conhecer a visão de especialistas de diferentes setores sobre o tema, e como podemos trabalhar juntos para desbloquear suas barreiras no Brasil”, finaliza.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://lnkd.in/dF3BsSeC.
O Radisson Blu São Paulo, local do evento, fica na Avenida Cidade Jardim, 625 - Sala Faria Lima - Itaim Bibi - São Paulo (SP).
A COBEA
A Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) é uma iniciativa pré-competitiva criada em 2024 com o propósito de facilitar os avanços em bem-estar animal na cadeia de proteína animal brasileira.
Reunindo produtores, processadores, varejistas, food service, pet food e parceiros estratégicos, a COBEA busca alinhar ambições, superar barreiras ao progresso e acelerar os avanços por meio de ação conjunta.
Idealizada pela certificadora Produtor do Bem, a iniciativa já conta com 11 importantes participantes: Cooperl do Brasil, Danone Brasil, Fazenda Speranza, Grupo IMC (International Meal Company), JBS Brasil, Mantiqueira Brasil, MBRF, Minerva Foods, Nestlé Brasil, Planalto Ovos e Special Dog Company.
Saiba mais sobre a COBEA nos perfis:
www.linkedin.com/company/cobeabrasil
(A Hora do Ovo, com conteúdo e fotos enviados pela assessoria de imprensa do Fórum de bem-estar animal)
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