Sanidade é um pilar fundamental para a rentabilidade do produtor, avalia Barbara Guzzon, da Zoetis
A coordenadora Técnico-Comercial de postura da empresa também aponta que a eficiência e o profissionalismo sustentam a atual evolução do setor de ovos.
Teresa Godoy - editora do site A Hora do Ovo
O setor de postura vive um momento de transformação acelerada no país. A combinação entre maior profissionalização das granjas, avanço tecnológico, foco em biosseguridade e um consumidor mais informado tem redesenhado a forma como o ovo é produzido e percebido no mercado brasileiro. Em entrevista a A Hora do Ovo, Barbara Guzzon, coordenadora Técnica Comercial para Avicultura de Postura da Zoetis, analisa essa evolução e reforça o papel estratégico da sanidade e da sustentabilidade para a maior competitividade do produtor.
Segundo Barbara, o produtor de ovos moderno mudou seu perfil de forma clara, adotando uma postura mais empresarial. A tomada de decisão, que antes poderia ser reativa, hoje é baseada em indicadores zootécnicos, planejamento e na adoção constante de tecnologias. "Há uma maior compreensão de que biosseguridade, qualidade e sustentabilidade impactam diretamente a produtividade e a viabilidade do negócio no longo prazo", afirma a profissional, que em 2025 passou a atuar como consultora de confiança e parceira estratégica das principais contas do segmento de aves, com foco em postura comercial, setor em plena expansão (Confira matéria sobre a promoção de Barbara e Maristela Sate, no link Zoetis anuncia a promoção de Barbara Guzzon e Maristela Sate fortalecendo a atuação em Aves e Aquacultura).
Segundo Barbara, há evolução consistente em qualidade do ovo e padronização, muito associada a melhores práticas sanitárias, nutricionais e de manejo. A biosseguridade, antes vista como diferencial, tornou-se “pilar do negócio”, especialmente diante do risco de enfermidades de alto impacto.
A sustentabilidade também ganhou protagonismo, impulsionada pela busca por eficiência alimentar, longevidade das aves e uso responsável dos recursos. Ao mesmo tempo, o consumo segue em alta: o ovo se consolidou como proteína acessível e presente na mesa do brasileiro ao longo do dia.
Essa mudança de mentalidade, de ponta a ponta, segundo Barbara, fortalece a competitividade e amplia a capacidade das granjas de atravessar períodos de oscilação de preços, um desafio recorrente no setor.
SANIDADE COMO PROTEÇÃO DOS GANHOS DO PRODUTOR
Em um mercado cíclico e sensível a oscilações de preços e custos de insumos, a sanidade animal emerge como o principal fator de proteção financeira para a granja, acredita Barbara. Ela lembra, por exemplo, que entre dezembro e janeiro os ovos costumam registrar preços mais baixos devido a férias e recessos. “Nesse cenário, eficiência produtiva e sanidade são diferenciais decisivos. Granjas com programas sanitários bem estruturados tendem a apresentar maior estabilidade e resiliência”, comenta.
Doenças não afetam apenas a saúde das aves, mas degradam diretamente os índices de postura, a qualidade da casca do ovo e a uniformidade do lote, gerando prejuízos que comprometem os ganhos. “O investimento em vacinação adequada, monitoria e biosseguridade garante a previsibilidade necessária para atravessar esses períodos de pressão econômica”, argumenta. “Sanidade bem manejada se traduz em melhor conversão de recursos, em ovos comercializáveis, maior longevidade do plantel e maior retorno sobre o investimento”, afirma.
Nesse sentido, a médica-veterinária explica que a Zoetis atua de forma integrada com o produtor, combinando portfólio de saúde animal com suporte técnico especializado. O trabalho inclui presença constante em campo, capacitação de equipes e consultoria para a construção de programas sanitários robustos. O objetivo é claro: proteger o potencial produtivo das aves e melhorar indicadores zootécnicos.
NA OUTRA PONTA, O CONSUMIDOR MAIS CONSCIENTE
Além de se consolidar como uma proteína de alto valor nutricional, o ovo mantém seu destaque como produto de excelente custo-benefício para o brasileiro. Na outra ponta do mercado, portanto, está o consumo do ovo que, por sua vez, se transformou bastante nos últimos anos no Brasil, seguindo também uma evolução que vai desde a compreensão maior do consumidor sobre a importância do alimento para a nutrição e saúde, como a busca por produtos de melhor qualidade ou de origem sustentável, pautados em bem-estar animal ou origem certificada.
“Assim como mudou a postura do produtor de ovos, também a percepção do consumidor cresceu em consciência e visão do produto”, indica Barbara. Ela observa que há maior atenção aos sistemas de produção, como galinhas livres e modelos alternativos, especialmente por questões de bem-estar animal. Porém, ela reforça que, do ponto de vista nutricional, “o ovo convencional e os ovos produzidos em sistemas diferenciados apresentam valores nutricionais muito semelhantes”. A composição básica — proteínas, vitaminas e minerais — permanece praticamente igual, independentemente do sistema ou da cor da casca, pontua.
Quem acompanha o segmento de ovos nos últimos 30 anos, como A Hora do Ovo, vê claramente os últimos 10 anos como uma fase de transformação profunda na postura comercial. Trata-se de uma transição entre a produção tradicional para um modelo de negócio altamente profissionalizado e orientado por dados. Para Barbara Guzzon, sem dúvida nenhuma essa evolução é sustentada por uma tríade essencial: biosseguridade, tecnologia e uma compreensão aguçada das novas demandas do mercado.
Jovem, com pouco mais de 30 anos, a médica-veterinária já ocupa uma posição de destaque na área de postura dentro da Zoetis o que, certamente, vem de seu olhar profundo e comprometido com o segmento de ovos brasileiro. Isso também se chama evolução.
(A Hora do Ovo. Foto: divulgação Zoetis)
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