Criado para promover a troca de conhecimento e experiências sobre nutrição animal e produção pecuária, o DDG School Beef, programa desenvolvido pela FS, conecta produtores e profissionais brasileiros a diferentes elos da cadeia nos Estados Unidos. A iniciativa proporciona contato com sistemas produtivos, pesquisas, tecnologias e práticas adotadas no país, criando um ambiente de intercâmbio e discussão sobre os desafios e oportunidades da pecuária nos dois mercados.
Em sua quarta edição, a segunda dedicada à bovinocultura de corte, o programa reuniu 15 pecuaristas e profissionais do setor de diferentes regiões de Mato Grosso. Entre 22 e 30 de agosto, o grupo percorreu Texas, Kansas, Iowa e Illinois, em uma agenda que incluiu visitas a confinamentos, universidade e empresas, além de encontros com especialistas do agronegócio norte-americano.
“Brasil e Estados Unidos estão entre as grandes referências mundiais na produção de carne, mas construíram sistemas produtivos com características diferentes. O programa cria uma ponte entre essas experiências. A proposta é colocar produtores brasileiros dentro das operações, em contato com quem está pesquisando, produzindo e buscando eficiência, para promover uma discussão técnica sobre o que pode fazer sentido para a nossa realidade”, afirma Victor Trenti, diretor comercial da FS.
No Kansas, o grupo conheceu operações de pecuária intensiva em visitas à Midwest Feeders, Finney County Feedyard e Poky Feeders. Juntos, os três confinamentos possuem capacidade para mais de 240 mil cabeças. As visitas permitiram acompanhar na prática a rotina de operações de grande escala e conhecer como diferentes tecnologias e soluções são incorporadas ao dia a dia da produção.
“Estar dentro dessas operações permite entender como produtores que trabalham em grande escala organizam manejo, alimentação e gestão no dia a dia. É uma oportunidade de comparar modelos, trocar experiências e identificar práticas que podem ser adaptadas às condições brasileiras e à realidade de cada propriedade”, afirma o pecuarista Francis Maris Cruz, da Nelore Cometa.
Participantes do DDG School Beef na Iowa State University
Além das experiências dentro das operações pecuárias, a imersão incluiu agendas ligadas a pesquisa, inovação e gestão. Em Iowa, os participantes estiveram na Iowa State University, referência mundial em ensino e pesquisa ligados à agricultura, onde tiveram contato com discussões sobre inovação e novas perspectivas para o agronegócio.
O grupo também conheceu o Summit Agricultural Group, principal acionista da FS. A jornada foi concluída em Chicago, com conteúdos relacionados a gestão, mercado, previsibilidade e rentabilidade.
A experiência norte-americana também colocou em discussão a integração entre as cadeias de milho, etanol e produção de proteína animal. Enquanto nos Estados Unidos essa relação foi construída ao longo de décadas, a indústria brasileira de etanol 100% milho é mais recente e ganhou escala a partir de 2017, com o início da operação da primeira unidade da FS, em Lucas do Rio Verde (MT). Desde então, o avanço do setor ampliou também a oferta de ingredientes provenientes do processamento do grão, como os grãos secos de destilaria (DDG, na sigla em inglês), que têm ganhado espaço na alimentação de bovinos e de outras espécies.
Esse desenvolvimento tem sido acompanhado por avanços em pesquisa e padronização. A FS, por exemplo, apoia iniciativas de pesquisa em parceria com universidades e instituições, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre as características e aplicações desses ingredientes na nutrição animal. Em paralelo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) avançou na definição de padrões específicos de identidade e qualidade para produtos das destilarias de milho destinados à alimentação animal, estabelecendo parâmetros para diferentes categorias e composições nutricionais.
“O Brasil está construindo sua própria trajetória no uso desses ingredientes e temos uma oportunidade importante de avançar a partir das experiências que já existem em mercados mais maduros. O DDG School aproxima esse conhecimento da realidade brasileira e permite que o produtor veja, na prática, diferentes aplicações e modelos. Nosso objetivo é contribuir para que esse aprendizado se transforme em decisões cada vez mais embasadas e em novas oportunidades para a pecuária brasileira”, conclui Trenti.
(A Hora do Ovo, com conteúdo e fotos enviados pela assessoria de imprensa da FS)