Os mitos sobre a Bronquite Infecciosa das Aves, uma ameaça à rentabilidade e produtividade do setor
Especialista da MSD Saúde Animal alerta para os riscos do coronavírus aviário e as perdas na mortalidade de pintinhos e qualidade dos ovos.
Entre as principais ameaças da avicultura brasileira está a Bronquite Infecciosa das Aves (IBV), uma doença sistêmica causada por um coronavírus aviário. Apesar de frequentemente subestimada, ela pode comprometer gravemente a rentabilidade do setor.
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De acordo com o médico-veterinário Eder Barbosa, coordenador de Território da unidade de Avicultura da MSD Saúde Animal (v. foto), a desinformação ainda é um dos maiores obstáculos no controle da enfermidade. "Existe o mito de que se trata apenas de uma 'gripe de galinha', mas o vírus vai muito além do trato respiratório, atingindo os sistemas renal e reprodutivo", alerta o especialista.O profissional ressalta que a doença não escolhe idade das aves e afeta o plantel em diferentes fases. Aves jovens, por exemplo, apresentam sinais respiratórios intensos e podem sofrer danos permanentes no oviduto, tornando-se "falsas poedeiras", com ciclo reprodutivo irregular e incapacidade de formar adequadamente o albúmen e a casca. Já as poedeiras e matrizes registram quedas abruptas na postura e deterioração severa da qualidade dos ovos, com cascas finas, deformadas ou inexistentes.
Eder também pontua que, em grandes integrações, uma queda de apenas 2% a 4% na taxa de nascimento pode representar a perda de milhões de pintinhos por ano. E esse é mais um impacto da Bronquite Infecciosa.
MITOS E VERDADES: O QUE O PRODUTOR PRECISA SABER
Para combater a desinformação, Eder destaca pontos cruciais que devem ser desmistificados no campo:
Sintomas invisíveis: a ausência de sintomas respiratórios não exclui a presença da Bronquite Infecciosa, já que o vírus pode se manifestar via nefrite (inflamação nos rins).
Sazonalidade: diferente do que se acredita, a doença não ocorre apenas no inverno; o vírus persiste no ambiente por semanas, dependendo de fatores como umidade e matéria orgânica. “Apesar de ser um coronavírus aviário sensível à maioria dos desinfetantes, o vírus é altamente contagioso, favorecendo rápida disseminação no plantel”, diz o profissional da MSD Saúde Animal.
Vacinação contínua: a ideia de que "vacinou uma vez, está resolvido" é perigosa. A vacinação reduz perdas, mas não impede totalmente a excreção viral, exigindo programas vacinais estratégicos (como o uso da cepa Massachusetts MA5) e protocolos rígidos de biosseguridade.
"A biosseguridade e o manejo sanitário permanecem como pilares fundamentais na proteção das granjas. A vacina é uma ferramenta estratégica, mas deve estar integrada a uma vigilância constante do plantel. Só assim para ter uma prevenção efetiva contra Bronquite Infecciosa, que causa grande impacto na produção da avicultura brasileira", afirma o médico-veterinário.
Entre as soluções disponíveis no mercado para a imunização das aves, a MSD Saúde Animal oferece um portfólio robusto de vacinas contra Bronquite Infecciosa, incluindo opções vivas (Nobilis IB Ma5, com tecnologia Sphereon, que substitui os frascos de vidro tradicionais por vacinas liofilizadas em formato de pequenas esferas) e inativadas (Nobilis COR4+IB+ND+EDS e Nobilis RT+IBmulti+ND+EDS) para proteção contra sorotipos como Massachusetts e auxiliar contra variantes.
“As vacinas visam reduzir perdas produtivas e clínicas. Um calendário vacinal bem definido e estratégico associado a soluções de ponta é essencial para uma granja saudável”, ressalta Eder.
(A Hora do Ovo, com conteúdo enviado pela assessoria de imprensa da MSD Saúde Animal. Foto no destaque: pixabay/ehrecke. Foto Eder Barbosa: arquivo pessoal)
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