Argentina confirma caso de influenza aviária em aves comerciais em Ranchos, província de Buenos Aires
O Serviço Nacional de Sanidade argentino já havia confirmado a doença em aves silvestres, dois dias antes, em General Juan Madariaga.
A província de Buenos Aires registrou dois episódios de influenza aviária altamente patogênica (IAAP) H5 em um intervalo de apenas três dias, envolvendo primeiro aves silvestres e, logo depois, aves comerciais. As confirmações foram feitas pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (SENASA), que reforçou os alertas de biossegurança para todo o setor avícola argentino.
O primeiro caso foi detectado em 21 de fevereiro de 2026, após a análise de amostras coletadas na Reserva Laguna La Salada Grande, no município de General Juan Madariaga. A notificação inicial relatava mortalidade e sintomas compatíveis com IAAP em gaviotas-de-cabeça-marrom, cisnes-coscoroba e cisnes-de-pescoço-preto. O Laboratório Oficial do SENASA, em Martínez, confirmou a presença do vírus H5 nas aves silvestres.
Por se tratar de fauna nativa, o episódio não afetou o status sanitário da Argentina, que permanece reconhecida como país livre de IAAP desde setembro de 2025. Ainda assim, o órgão reforçou a necessidade de medidas rigorosas de biossegurança em granjas comerciais e criações de subsistência, para evitar que o vírus ultrapasse a barreira entre aves silvestres e domésticas.
IAAP EM MATRIZES PESADAS, EM RANCHOS
Poucos dias depois, porém, ocorreu exatamente o que se buscava evitar. Um segundo caso, desta vez em aves comerciais, foi confirmado em uma granja de aves reprodutoras, matrizes pesadas, na localidade de Ranchos, também na província de Buenos Aires. A notificação ao SENASA relatava sinais clínicos compatíveis com IAAP e elevada mortalidade no plantel. Amostras enviadas ao laboratório oficial confirmaram o diagnóstico de IAAP H5.
Diante do surto em aves de produção, o SENASA ativou imediatamente seu plano de contingência, interditando o estabelecimento e estabelecendo uma Zona de Controle Sanitário, composta por zona de perifoco: raio de 3 km, com intensificação de medidas de contenção, biossegurança e restrição de movimentos; zona de vigilância: raio adicional de 7 km, com monitoramento, controle e rastreamento epidemiológico.
O órgão também supervisionará o despovoamento, a destinação final das aves e a posterior limpeza e desinfecção do local. Como determina o protocolo internacional, a Argentina comunicará oficialmente o caso à Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA) e suspenderá temporariamente exportações avícolas para países que exigem status sanitário pleno. No entanto, seguirá exportando para mercados que reconhecem a estratégia de zonificação e compartimentos livres de IAAP.
Se nenhum novo foco surgir e após transcorridos 28 dias do término das ações sanitárias no estabelecimento afetado, o país poderá solicitar novamente o reconhecimento de área livre.
Apesar da gravidade do vírus, o SENASA reforça que não há risco para o consumo de carne de aves ou ovos, e que a produção destinada ao mercado interno segue normalmente.
O órgão também voltou a orientar produtores comerciais e criadores de aves de subsistência a reforçarem medidas de biossegurança, como manter instalações protegidas contra aves silvestres, higienizar e desinfectar veículos, equipamentos e galpões, eliminar água estagnada e restringir o acesso de aves silvestres a fontes de alimento e água.
Saiba mais sobre a influenza aviária na Argentina no site da SENASA:
www.argentina.gob.ar/noticias/