Trouw Nutrition fortalece especialização técnica para atender crescimento de gado confinado no Brasil

Trouw Nutrition fortalece especialização técnica para atender crescimento de gado confinado no Brasil

Equipe percorreu principais estados produtores para acompanhar tendências e tecnologias em nutrição e manejo de gado de corte e vacas leiteiras.

Frango, suíno, agro & cia

agosto 18, 2025

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O sistema de confinamento de gado está crescendo entre 5% e 6% nos últimos cinco anos no Brasil. Para se ter uma ideia, o rebanho de gado confinado deve aumentar 7% neste ano em relação ao ano passado e as projeções são de que o rebanho de gado confinado no país atinja a marca de 8,53 milhões ainda em 2025, disse o zootecnista Francisco Olbrich, diretor de Negócios para Ruminantes da Trouw Nutrition.

O sistema de confinamento de gado, ou terminação intensiva, é um sistema em que o gado é alimentado com ração e não a pasto e, dessa maneira, exige um suporte técnico de um nutricionista para orientar os produtores com relação ao manejo e a dieta dos animais, destaca Olbrich.

Esse cenário de expansão do confinamento do país com a consequente necessidade de suporte técnico aos produtores demanda um elevado nível de especialização no campo. Assim, a Trouw Nutrition tem levado sua equipe técnica para fazer visitas a confinamentos nos Estados Unidos, a cada dois anos, com a finalidade de promover especialização e aperfeiçoamento profissional (foto no destaque).

Os Estados Unidos têm os maiores confinamentos do mundo. São entre 25 e 32 milhões de cabeças confinadas todos os anos, aponta o executivo. No último mês, a equipe de suporte técnico da companhia esteve naquele país em uma visita de especialização em confinamentos de gado de corte e fazendas de vacas leiteiras nos estados do Texas, Oklahoma, Kansas e Colorado. “Visitamos confinamentos muito profissionais com capacidades entre 60.000 e 20.000 cabeças”, afirmou Olbrich.

CRUZAMENTO DE RAÇAS IMPULSIONAM QUALIDADE DA CARNE

Vacas inseminadas com sêmen sexado de Angus para produzir o chamado “Beef on dairy”, bezerro meio sangue Holstein e Angus foram observados entre as tendências mais importantes deste mercado. Entre as fazendas de leite visitadas, ele destaca uma que ordenhava 5.800 vacas, com 40% delas inseminadas com sêmen sexado de Angus. No confinamento, o executivo destaca que um bezerro meio sangue Holstein e Angus vale atualmente U$ 1.000 assim que nasce. “Este tipo de cruzamento está ficando muito importante nos Estados Unidos pela qualidade da carne”.

O negócio de carne bovina usando sêmen sexado de Angus em vacas de leite está crescendo em vários países, incluindo o Brasil, explica o especialista. “Entender sobre o manejo para preparar os bezerros para serem terminados em confinamentos é fundamental para atingir os melhores resultados. E os confinamentos norte-americanos estão fazendo um ótimo trabalho terminando esse tipo de gado, obtendo ótima qualidade de carcaça e eficiência alimentar”, pontuou Olbrich.

Para ele, o treinamento realizado nos Estados Unidos é essencial para formar profissionais capazes de entender o manejo e o programa de alimentação desses bezerros cruzados. “Tivemos a oportunidade de visitar a fábrica da Hi-Pro, daTrouw Nutrition, em Friona, no Texas, onde discutimos novos produtos e mercado de gado com a equipe da Trouw dos Estados Unidos. Depois, finalizamos o programa visitando o departamento de Zootecnia da Universidade do Colorado, onde o Dr. Terry Engle e seus alunos apresentaram as pesquisas mais recentes sobre gado de corte”.

Olbrich lembra que Engle é um dos pesquisadores mais importantes na área de mineral para bovinos de corte dos Estados Unidos. “Esse tipo de imersão, treinamento e capacitação é o melhor caminho para preparar estes técnicos para dar o melhor suporte para os nossos clientes”, afirmou. Ele salienta ainda a visita às instalações de carnes e processamento de um projeto patrocinado pela JBS com investimentos de U$ 1 bilhão. “Essas interações com confinamentos, produtores, indústria e universidades americanas são uma grande oportunidade para agregar conhecimento à nossa equipe”, encerrou o executivo.

(A Hora do Ovo, com informações e foto da assessoria de imprensa da Trouw Nutrition)

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