Paraguai deve aumentar produção de soja e milho em 50% até 2028

Paraguai deve aumentar produção de soja e milho em 50% até 2028

É o que avalia o projeto Expedição Safra, do Paraná; país deve se consolidar como um dos maiores produtores mundiais das culturas.

Agro & Etc

dezembro 26, 2018

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O Paraguai deve se estabelecer como um dos grandes produtores mundiais do setor de grãos, segundo estimativas da Expedição Safra. O país deve aumentar em 50% sua produção de soja e milho nos próximos dez anos, chegando a marca de 15 e 6 milhões de toneladas respectivamente. No levantamento que fez tendo o Paraguai como referência, o Expedição Safra demonstra que para atingir essa marca, o país precisa vencer o desafio de ampliar o escoamento da colheita pelas rodovias do país, principal gargalo de sua logística.

Para o ciclo 2018/2019, a expectativa é que a produção de soja do país cresça 6,5%, alcançando 9,7 milhões de toneladas (ante 9,1 milhões da última temporada). Já a colheita do milho será 1,6% superior, avançando de 4,13 milhões para 4,2 milhões de toneladas. A tendência é que o Paraguai explore cada vez mais o cultivo na região do Chaco, região semi-árida e com pouca população, localizada no norte paraguaio.

A Expedição Safra, com sede no Paraná, é uma iniciativa do Núcleo de Agronegócio Gazeta do Povo e é apresentada pelo Sistema Confea-Crea. O projeto faz um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos da América do Sul à América do Norte.

A equipe de técnicos e jornalistas da Expedição Safra está percorrendo algumas cidades do Paraguai para analisar o desenvolvimento do plantio no país. Serão visitadas San Pedro, Hernandárias, Santa Rita, Naranjal e Bela Vista. Após esse roteiro, a Expedição retomará suas atividades em janeiro de 2019, verificando o início da colheita de grãos nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O TRANSPORTE NO PARAGUAI

Duas das principais vias rodoviárias do Paraguai têm previsão para finalizar obras de duplicação de pistas até abril de 2019. A Ruta 7, que liga as cidades de Coronel Oviedo e termina na Ponte da Amizade, em Cidade do Leste, com 193 km de extensão e a Ruta 2, que vai de Assunção a Coronel Oviedo, tendo 132 km de estrada. Essas rotas auxiliam na conexão da produção paraguaia com a fronteira brasileira.

Até 2002, o Paraguai utilizava majoritariamente o Porto de Paranaguá e ancoradouros argentinos para escoar sua produção, mas devido a bloqueios políticos buscou investir no transporte hidroviário, o transformando no principal modal do país. “A rede hidroviária do Paraguai causa inveja a muitos países, tendo uma rede de 35 terminais de grãos. Já o modal rodoviário ainda tem margem para crescimento, necessitando de maiores investimentos”, analisa Giovani Ferreira, gerente do Núcleo de Agronegócio Gazeta do Povo e coordenador da Expedição Safra. “Outra dificuldade é a própria legislação paraguaia, que impede a circulação de caminhões bitrem pelo país, aumentando o número de viagens e os custos com o transporte”, finaliza Ferreira. A principal justificativa para essa proibição é o impacto causado na malha viária com esses veículos, que podem carregar quase 40 toneladas por frete.

(Fonte e foto: assessoria de imprensa da Expedição Safra)

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